domingo, 27 de setembro de 2009

DISLEXIA

A dislexia (do grego: dus = difícil, dificuldade; lexis = palavra.) é um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração.

A dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que cerca de 10 a 15% da população mundial é disléxica.

Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição socio-económica ou baixa inteligência. Ela tem sido vista como uma condição hereditária devido a alterações genéticas mas tal só acontece numa pequena percentagem de casos. Ela também é caracterizada por apresentar alterações no padrão neurológico.

Sintomas (sumários)

Tem sempre:

-dificuldades em escrever;

-dificuldades com a ortografia;

-lentidão na aprendizagem da leitura;

Muitas vezes :

-disgrafia (letra feia);

-discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;

-dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;

-dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar sequências de tarefas complexas;

-dificuldades para compreender textos escritos;

-dificuldades em aprender uma segunda língua.

Algumas vezes:

-dificuldades com a linguagem falada;

-dificuldade com a percepção espacial;

-confusão entre direita e esquerda.

LEITURA

- O disléxico tem uma deficiência na decodificação dos símbolos escritos, o que os impossibilita de compreender o significado de um texto.

- Quando lê, a sua tensão está voltada para o código, em consequência, esquece do sentido do que acabou de ler.

- A velocidade normal de leitura de uma palavra é de 200 a 300 milisegundos. O disléxico leva em 600 milisegundos.

- A maioria dos disléxicos tem também disgrafia, que é a letra "muito" feia.

- Possuem também dispraxia (pouca eficácia motora), em consequência não conseguem organizar-se no espaço da folha do caderno. As letras geralmente variam de tamanho e parecem “pular” das linhas.

- Lê sem respeitar a pontuação e “junta” palavras pois, devida ao seu problema de sequenciação, não identifica o final delas.

- Pouco domínio do sistema ortográfico, pois possui a dificuldade de identificar, descriminar, escolher a representação gráfica.

ESCRITA

- Pouco domínio do sistema ortográfico, pois possui a dificuldade de identificar, descriminar, e escolher a representação gráfica.

- O disléxico não consegue transformar seus pensamento em palavra escrita.

Elaborar um texto é extremamente laborioso, com muita dificuldade em construir sequências e parágrafos num sentido lógico-gramatical. Em consequência o texto sai extremamente pobre, discrepante com o conteúdo da sua imaginação, que geralmente é muito criativa.

- Como sua leitura é muito lenta, demora muito tempo para elaborar cópias.

- Devido ao seu problema com sequenciação, não consegue usar dicionários, tem muita dificuldade, pois a informação inverte na hora em que é trazida.

- Não consegue decorar regras gramaticais, graças ao problemas com memória imediata e consequentemente, de trabalho.

- Dificuldade na expressão oral, principalmente se for uma resposta rápida. A linguagem oral também depende da habilidade fonológica, pois para isso é necessário que se vá até o “dicionário interno”, selecione os fonemas apropriados, ponha-os em sequência lógica e o expresse a palavra.

COMO AJUDAR .

Permitir fazer redações gravadas ou ditadas por outra pessoa.

Permitir a redação em duplas: um pensa o outro escreve e depois inverter.

Permitir o desenho colorido de uma redacção, do seu começo, meio e fim e depois representar esses desenhos em palavas.

Permitir o uso de cópias de caderno de colegas, da matéria dada.

Permitir o uso de gravador para determinados momentos da aula.

Permitir alternativas á leitura de livros, como filmes, peças teatrais, livros-áudio.

Permitir que a prova” do livro seja um desenho, uma colagem, ou qualquer outro meio alternativo de expressão.

Permitir o uso de computador para elaborar textos.

Ultilize material visual, como fichas coloridas.

Permitir provas com consulta se o assunto for regras gramaticais.

Diminuir a carga dos trabalhos de casa.

Permitir fazer avaliações com tempo extra, sozinho e com tutor para explicar o que cada questão esta solicitando.

As avaliações devem conter poucas questões, com enunciados claros e simples.

Evitar situações constrangedoras, como por exemplo, pedir para ler em voz alta.

(Baseado in Alcino Silva do Moodle do Agrupamento Vertical de Ponte de Sor)

Fontes:

Prof. Mário Angelo Brággio – “INCLUSÃO DO DISLÉXICO NA SALA DE AULA”

Dra. Ana Luiza Amaral Borba- psicopedagoga-psicóloga – “COMO LIDAR COM O DISLÉXICO NA SALA DE AULA”

Dr. Jaime Zorzi – fonoaudiólogo- “RELAÇÃO ENTRE ORALIDADE E ESCRITA : PROGRAMA DE ESTIMULAÇÃO Á LINGUAGEM”

Profa. Dra. Alessandra Copovilla, médica pesquisadora USP – “DESENVOLVIMENTO DA LEITURA E ESCRITA”

Dra Tânia Maria de Campos Freitas –psicopedagoga clínica-“ALTERAÇÃO NO PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA”

Dra. Maria Eduarda F. De Carvalho- psicopedagoga especialista em descalculia - “O RACIOCÍNIO LÓGICO E A MATEMÁTICA”

Dra. Ana Alvarez-fonoaudióloga-“ATENÇÃO, MEMÓRIA E APRENDIZADO”

Dra. Maria Inês Fernandes- fonoaudióloga- “APRENDIZAGEM DA LEITURA E ESCRITA.”

Seminários realizados pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISLEXIA, 2005.

Sally Shaywitz, M.D.- “OVERCOMING DYSLEXIA”

Marshall-“A GUIDE TO CHILDREN WITH DYSLEXIA”

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

UM ÓPTIMO FIM-DE-SEMANA!!!



HIPERACTIVIDADE

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

OLHAR A ESCOLA...

Lugar de encontros e desencontros, lugar de encantos e desencantos, sob este panorama configura-se o espaço escolar. Espaço este nem sempre entendido como heterogéneo, na medida em que buscamos constantemente o igual, o uniforme.
Não são actuais os discursos que lutam pela não exclusão e pelo respeito às diferenças, mas é possível considerá-los revestidos com uma "nova roupa", portanto apenas na aparência, pois na essência a luta permanece em constante batalha. Neste sentido, procuro compreender a Escola de hoje, como um lugar que assume a cada dia as consequências de um processo social de reconstruções políticas, sociais e económicas que, querendo ou não, se encontra inserida neste contexto e aonde aquele modelo ideal de aluno, quieto, passivo e tendo "aspecto saudável", não é mais encontrado, aliás acredito que nunca existiu, nós é que o representávamos desta maneira na tentativa de produzir indivíduos semelhantes, "normalizados" e obedientes. Urge que se construa um espaço onde se possa viver a expressão, a criação e as experiências de vida sejam valorizadas, e que a aprendizagem não seja sinónimo de fracasso e sim de percurso de múltiplos caminhos, pois "ensinar é perturbar o estável, o igual, estimulando e alertando para outras facetas dos fenómenos, incentivando para novos horizontes" (Ibid, 2003). E nós como educadores qual é o nosso papel? Acredito que não temos um único papel, mas múltiplos e um deles, que considero extremamente importante, é a busca de possibilidades no fazer pedagógico, transcendendo a lógica do pode/não-pode, é possível/não é possível. Possibilidades como alicerces para a construção de novos sentidos e realidades deste ensino que deve ser, assim como todos os demais e, em qualquer Escola: "especial" e INCLUSIVO.



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

SER CRIANÇA



SER CRIANÇA

Ser criança é saber viver
Ser criança é saber sorrir
Ser criança é saber brincar
Ser criança é poder divertir

A criança tem direito à igualdade
A poder ter a religião que quer
Ter a sua nacionalidade
Sem com isso sofrer

Direito a ser protegida
Para se desenvolver
Física e mentalmente
Para poder bem viver.

Tem direito a ter um nome
Para poder ser chamada
Tem direito a uma nacionalidade
Tem direito a ser amada.

Tem direito a uma casa
Que seja adequada
Tem direito a comer
Tem direito a viver.

Tem direito à educação
Mesmo sendo diferente
Não importa que seja
Física ou mentalmente.

Tem direito a ser amada
E de ser compreendida
Tem direito de brincar
Sem ser excluída.

Tem direito a jogar
Sem disso ser proibida
Temos direito ao amor
Temos direito à vida!

Poema de Maria Francisca Limas Sousa de 11 anos.
A autora ofereceu este poema às crianças do blog http://abcdapequenada.blogspot.com/
Segue abaixo a foto da autora, para que os alunos desta amiga Mariana Emídio possam conhecer a Francisca, que é uma querida, muito boa aluna e que gosta muito de todas as crianças.
Este poema foi publicado no jornal Diário de Noticias de hoje, dia 13-09-2009 na revista suplemento,(noticias magazine) na página infantil.



OBRIGADA, em meu nome e dos meus alunos, à titi Céu Vieira do
blog: http://mclvieira.blogspot.com/ e
à Francisca, autora deste Lindo poema
e do blog: www.poemasparasonhar.blogspot.com/
Beijinhos ternos para as duas!

domingo, 13 de setembro de 2009

1º CONGRESSO INTERNACIONAL “SER PROFESSOR DE EDUCAÇÃO ESPECIAL”

O 1º Congresso Internacional subordinado ao tema “Ser Professor de Educação Especial” decorrerá no Campus Universitário de Almada do Instituto Piaget, nos dias 27, 28 e 29 de Novembro.
O evento conta com a participação de alguns dos nomes mais significativos desta área a nível nacional e internacional.

Fonte: http://www.ajudas.com/notVer.asp?id=3372







sexta-feira, 11 de setembro de 2009

VAMOS SEGUIR OS CONSELHOS DA TURMA DA MÓNICA?



Se tiveres sintomas de gripe, deves ficar em casa e pedir a um familiar ou amigo para ligar para a LINHA SAÚDE 24, cujo número de telefone é
808 24 24 24