quarta-feira, 16 de setembro de 2009

OLHAR A ESCOLA...

Lugar de encontros e desencontros, lugar de encantos e desencantos, sob este panorama configura-se o espaço escolar. Espaço este nem sempre entendido como heterogéneo, na medida em que buscamos constantemente o igual, o uniforme.
Não são actuais os discursos que lutam pela não exclusão e pelo respeito às diferenças, mas é possível considerá-los revestidos com uma "nova roupa", portanto apenas na aparência, pois na essência a luta permanece em constante batalha. Neste sentido, procuro compreender a Escola de hoje, como um lugar que assume a cada dia as consequências de um processo social de reconstruções políticas, sociais e económicas que, querendo ou não, se encontra inserida neste contexto e aonde aquele modelo ideal de aluno, quieto, passivo e tendo "aspecto saudável", não é mais encontrado, aliás acredito que nunca existiu, nós é que o representávamos desta maneira na tentativa de produzir indivíduos semelhantes, "normalizados" e obedientes. Urge que se construa um espaço onde se possa viver a expressão, a criação e as experiências de vida sejam valorizadas, e que a aprendizagem não seja sinónimo de fracasso e sim de percurso de múltiplos caminhos, pois "ensinar é perturbar o estável, o igual, estimulando e alertando para outras facetas dos fenómenos, incentivando para novos horizontes" (Ibid, 2003). E nós como educadores qual é o nosso papel? Acredito que não temos um único papel, mas múltiplos e um deles, que considero extremamente importante, é a busca de possibilidades no fazer pedagógico, transcendendo a lógica do pode/não-pode, é possível/não é possível. Possibilidades como alicerces para a construção de novos sentidos e realidades deste ensino que deve ser, assim como todos os demais e, em qualquer Escola: "especial" e INCLUSIVO.



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