sábado, 23 de outubro de 2010

O Principezinho

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O que é a Paralisia Cerebral?

A Paralisia Cerebral é uma perturbação do controlo da postura e movimento que resulta de uma anomalia ou lesão não progressiva que atinge o cérebro em desenvolvimento.

Em cada 1000 bebés, em média dois serão afectados por Paralisia Cerebral.

Há um enorme espectro de gravidade. Algumas crianças terão perturbações ligeiras, quase imperceptíveis. Outras terão grave incapacidade, sendo totalmente dependentes nas actividades da vida diária.

A Paralisia Cerebral pode ser classificada de acordo com a natureza da perturbação do movimento que predomina:

Espástica – Caracterizada por um aumento do tónus muscular com limitação da capacidade de relaxamento muscular da região envolvida. De acordo com as partes do corpo envolvidas a Paralisia Cerebral espástica é classificada como: hemiparésia- afectando o membro superior e inferior do mesmo lado do corpo (hemiparésia esquerda ou hemiparésia direita); diplegia - Ambos os membros inferiores estão predominantemente envolvidos; tetraparésia - Em que são atingidos os quatro membros e o tronco.

Atetose/Distonia – Caracterizada pela presença de movimentos e posturas involuntários.

Ataxia – O quadro clínico é dominado pela perturbação da coordenação e do equilíbrio.

Problemas associados

Para além das perturbações motoras, são frequentes nas pessoas com Paralisia Cerebral: atraso cognitivo, perturbações visuais e auditivas, epilepsia, dificuldades de aprendizagem e défice de atenção. Nas formas tetraparéticas são ainda comuns dificuldades alimentares, perturbações nutricionais e infecções respiratórias.

As alterações motoras da Paralisia Cerebral aumentam ainda o risco de patologia ortopédica secundária.

Quais são as causas de Paralisia Cerebral?

Numa grande parte dos casos as causas estarão presentes antes do nascimento da criança (causa pré-natal). Destas, algumas crianças nascem com malformações cerebrais que podem ser o resultado de exposição a tóxicos ou infecções durante a gravidez.

As lesões cerebrais podem instalar-se durante ou pouco tempo após o nascimento (causa peri-natal). Em maior risco destas lesões encontram-se os prematuros (principalmente grandes prematuros), os recém-nascidos de muito baixo peso de nascimento, os que têm asfixia grave ao nascer, os que sofreram hemorragias cerebrais.

As principais causas de Paralisia Cerebral após o nascimento (pós-natal) são a asfixia, os traumatismos cranianos, e as sequelas de infecções afectando o cérebro.

Num grande número de casos não é possível, actualmente, determinar a causa da Paralisia Cerebral.

O diagnóstico e o prognóstico da Paralisia Cerebral

O diagnóstico de Paralisia Cerebral é habitualmente suspeitado pela associação de atraso na aquisição das competências motoras e alterações do tónus muscular, reflexos e padrões de movimento.

Nos primeiros meses de vida é por vezes difícil estabelecer o diagnóstico e o prognóstico (previsão das limitações que a criança terá no futuro), sendo por vezes necessário aguardar alguns meses até que possam ser assumidos com segurança.

A Paralisia Cerebral resulta de perturbações cerebrais de natureza não progressiva pelo que a perda de capacidades (regressão) não é característica da Paralisia Cerebral.

sábado, 16 de outubro de 2010

Gaguez

De acordo com vários autores, a ocorrência da gaguez dá-se a partir das dificuldades de articulação normais comuns a todas as crianças por volta dos três anos de idade.

A maior parte das crianças atravessa esta fase sem problemas. Mas em algumas esta dificuldade normal pode transformar-se em gaguez.

Não há uma causa específica e nenhuma gaguez é absolutamente igual à outra.

Muitos dos sintomas manifestam-se em função do esforço excessivo do gago em evitar gaguejar. Essa repressão resulta numa fala repleta de falhas de ritmo, pausas silenciosas, frases incompletas, esforço físico, alteração na sincronização entre a respiração e a produção da fala.

Algumas sugestões para pais e professores:


Não "cole" ao seu filho o rótulo de gago.


Aceite as falhas ou quebras de ritmo no discurso da criança; elas fazem parte do processo de aquisição da linguagem.


Não diga à criança para não ter medo de falar, para ficar calma ou para respirar antes de falar.


Quando a criança falar olhe directamente para o seu rosto. Toda a sua atenção deve estar focada nela.


Crie e mantenha rotinas - horários para comer, para dormir, para ir para a escola, etc. Por vezes, a alteração de rotinas pode aumentar o estado de ansiedade liagada à gaguez.


Evite discutir na frente da criança. Mas não esconda dela factos importantes que possam mudar a rotina.


Ouça com atenção e paciência o que o(a) seu(ua) filho(a) tem para dizer.


Não seja impaciente. Sobretudo não traduza essa impaciência terminando as frases que a criança iniciou.


Leia histórias à criança antes de esta adormecer.


Promova situações em que a criança tenha que contar acontecimentos ou relatar histórias do seu dia.


Melhore a auto-estima da criança, elogiando-a sempre que tal se proporcione.


Transforme os momentos em que fala com o seu filho em momentos agradáveis.

Esteja consciente de que a família pode influir muito na prevenção e correcção da gaguez.


No entanto, nas situações mais "graves" é conveniente procurar sempre um terapeuta.


in Ajudas.com





quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Educação é única forma de acabar com a ignorância que ameaça a democracia

O filósofo espanhol Fernando Savater defende que a educação, entendida como educação cívica, é a única forma de terminar com a "ignorância" que impede os cidadãos de contribuírem para a democracia e ajudarem a melhorá-la.


Na conferência "Questões-Chave da Educação", organizada na segunda-feira pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), na Universidade do Algarve, em Faro, Savater explicou que a educação cívica "não se refere à instrução básica ou à mera preparação para realizar tarefas laborais em qualquer campo, por mais que seja essencial a aquisição de tais conhecimentos e aptidões", mas está relacionada com o sistema democrático.

No âmbito do ciclo de conferências promovido pela FFMS, Fernando Savater também intervém hoje num encontro sobre "O Valor de Educar", na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A "ignorância" que o filósofo teme é "a incapacidade de expressar exigências sociais inteligíveis para a comunidade ou entender as exigências formuladas por outros".

"Este tipo de ignorantes, todos eles com direito de voto, opor-se-ão provavelmente às reformas necessárias que envolvem algum sacrifício e apoiarão os demagogos que lhes prometem paraísos gratuitos ou a vingança brutal das suas frustrações à custa de qualquer bode expiatório", acrescentou.

Fernando Savater frisou que o grande problema da democracia é "a predominância generalizada da maré de ignorância" e a educação cívica é única melhor forma de a combater.

"Na democracia, toda a educação cívica é uma escola de príncipes, embora destinada a formar príncipes que, paradoxalmente, devem saber-se interpares e não acima deles", afirmou.

O filósofo e professor jubilado da Universidade Complutense de Madrid defende, por isso, que a educação cívica deve "formar governantes e legisladores para evitar, nas nossas sociedades, a influência letal dos ignorantes, cujo predomínio é alarmante".

"Nas nossas sociedades pluralistas, a questão da educação cívica está directamente ligada ao tema da tolerância. Não há educação cívica que não fomente a tolerância democrática", afirmou, sublinhando que "devemos educar para prevenir tanto o fanatismo como o relativismo".

Savater considerou que o "fanático é aquele que não suporta viver com os que pensam de forma diferente por medo de descobrir que também ele não está seguro daquilo em que diz acreditar".

O ciclo de conferências promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos visa fomentar a vinda a Portugal de especialistas internacionais, contribuir para a difusão no nosso país de estudos recentes de fundamentação científica e proporcionar o debate entre especialistas, professores, pais e todos os interessados no problema da educação.

in Lusa / EDUCARE

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ser Diferente...

“ A única diferença entre vocês e nós,

é que vocês podem ver as nossas diferenças e nós não

podemos ver as vossas. Todos nós as temos.”


(Jack Canfield)

domingo, 10 de outubro de 2010

DIVERSIDADES_HISTÓRIA INFANTIL