terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A importância das TIC na promoção de uma escola inclusiva

Tornando nosso um "velho" sonho de Tom Stonier, um dos precursores das TIC na educação, "gostaria de assegurar que todas as crianças do mundo tivessem direito a um sistema computacional em rede... e a uma avó".

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A designada "escola inclusiva" ou "escola para todos" tem, nos últimos anos, merecido a atenção de muitos organismos, entidades e personalidades nacionais e internacionais que, à luz de crescentes "movimentos" socioeducativos, teceram inúmeras (e importantes) reflexões e recomendações que visam, por um lado, adequar o processo de ensino e aprendizagem às características e singularidade de cada criança ou jovem, e, por outro, criar condições humanas, físicas e materiais que permitam uma participação efectiva e plena de todos os indivíduos na escola e na sociedade. Deste modo, e tendo em consideração, entre outras, as recomendações da Comissão das Comunidades Europeias no que diz respeito à info-inclusão, o enfoque é tanto maior quanto mais acentuadas são as dificuldades e/ou deficiências de que o indivíduo é portador.

Sendo certo que é hoje perfeitamente consensual que as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) se constituem como uma "mais-valia", nos mais variados níveis de todo o processo de ensino e aprendizagem, não podemos deixar de parafrasear Radabaugh (1993) quando refere que, "para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas mais fáceis; para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis". Por conseguinte, e perante alunos com necessidades educativas especiais, com limitações em variados domínios, uma das questões fundamentais a ter em conta, consiste em perspectivar o valor das tecnologias no seu processo educativo, como ferramentas que facilitam a comunicação e o acesso à informação, e que permitem, igualmente, o desenvolvimento de capacidades e competências funcionais.

Tornando nosso um "velho" sonho de Tom Stonier (1988), um dos precursores das TIC na educação, que "gostaria de assegurar que todas as crianças do mundo tivessem direito a um sistema computacional em rede... e a uma avó", desenvolvemos uma investigação sobre a importância das TIC na promoção de uma escola inclusiva.

O estudo realizado baseou-se no desenvolvimento e aplicação de um questionário, respondido por cento e treze docentes de educação especial a leccionar em escolas/agrupamentos de escolas do distrito de Coimbra no ano lectivo de 2008/2009, onde se pretendeu averiguar as opiniões dos docentes face aos princípios da educação inclusiva; conhecer a utilização pessoal que os docentes fazem das TIC e identificar a frequência, o tipo de equipamentos e tipo de software que os docentes utilizam com alunos; percepcionar as opiniões dos docentes face às vantagens e dificuldades na utilização das TIC em contextos educativos; identificar o tipo, forma e duração da formação obtida em TIC e em contexto da educação especial; e auscultar os docentes de educação especial sobre medidas que visem melhorar a utilização das TIC na escola inclusiva.


A análise dos dados obtidos permitiu-nos obter resultados favoráveis aos princípios da escola inclusiva e à utilização das TIC em contextos educativos. Dentre outros aspectos, pudemos constatar que os docentes, de uma maneira geral, "utilizam o computador com muita frequência, para realizar múltiplas tarefas" da sua vida pessoal e profissional (93,8%) e que a sua utilização com alunos é feita "algumas vezes" e "quase sempre", por 45,0% e por 38,7%, respectivamente, dos docentes da amostra. No entanto, pudemos verificar que a utilização de equipamentos periféricos ao computador (hardware adaptado e específico) e de "software de educação especial" é ainda muito baixa, aspecto que poderá estar relacionado com o facto de a larga maioria dos docentes possuir "nenhuma" (49,6%) ou "pouca" (28,3%) formação em TIC aplicadas à educação especial.


Por último, é importante referir que os resultados alcançados nos permitiram validar as nossas hipóteses de investigação, contribuindo assim para determinar a importância das TIC na promoção de uma escola inclusiva. Assim, e entre outros aspectos, para além de subscrevermos as principais conclusões e recomendações de organismos nacionais e internacionais no âmbito da educação inclusiva e da utilização das TIC na escola inclusiva, a nossa investigação permitiu-nos concluir que, os docentes de educação especial do distrito de Coimbra com melhor opinião face à educação inclusiva, que atribuem maior importância às TIC na promoção de uma escola inclusiva, mais novos e com menos tempo de serviço tendem a evidenciar melhor opinião perante a utilização das TIC em contextos educativos. Paralelamente a estas conclusões, foram tecidas algumas recomendações que se traduziram em sugestões/respostas dadas pelos docentes, as quais, pela sua pertinência, consideramos importante divulgar:

  • Mais formação em TIC, sobretudo em TIC aplicada à educação especial;
  • Mais e melhores equipamentos informáticos e mais material adaptado e adequado às crianças e jovens com NEE;
  • Mais software específico para o trabalho com alunos com NEE de carácter permanente;
  • Melhoria no acesso à Internet;
  • Melhores condições de funcionalidade;
  • Existência de planos de acção das TIC na educação especial;
  • Mais equipas de apoio/centros de recursos no âmbito das TIC na educação especial ou existência de centros de recursos na própria escola;
  • Melhorar a motivação dos docentes;
  • Melhorar a actualização/manutenção do material informático;
  • Maior produção de conteúdos didácticos.

Por último, e numa perspectiva de assunção das responsabilidades, foi ainda sugerido que houvesse uma "maior aceitação da responsabilidade do professor pela sua própria aprendizagem e desenvolvimento em TIC" e que se verificasse "maior sensibilidade por parte das estruturas organizacionais e de liderança do nosso sistema educativo".

(José António Rêgo)

in educare

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Poder do Amor!

Para amar há-de sempre faltar-nos a eloquência e a perspicácia, porque o amor já é eloquentemente forte e apenas a perspicácia de um bom coração o pode receber como inquilino.

Vivemos num mundo amorfo, sem forma de amar. Um mundo em que as pessoas são catalogadas como objectos. Um mundo egoísta, egocentrista e tão excêntrico, que exclui todos Aqueles, cuja forma de amar é mais profunda e incondicional. Vivemos num mundo de anões, não na altura, mas nos sentimentos, são curtos de emoções e são Baixotes na entrega. Mas neste mundo ainda há uma réstia de cor, de alegria, de simpatia, moras em alguns poucos que foram Abençoados com o Poder do Amor.

Segue fazendo o Bem, provavelmente não te faltarão espinhos e pedras. Pedras, no entanto servem nas construções e espinhos lembram Rosas. Não gastes tempo medindo obstáculos ou lastimando ocorrências infelizes. Se a coragem dos que esmorecem e a consolação dos que perdem a esperança. Onde encontrares a sombra acende a luz da esperança. Onde encontrares a sombra acende a luz da renovação. Ama apenas por Amar!

Será que nunca ninguém entenderá que o Mundo sem Amor não é Mundo, apenas um deserto desprovido de Vida! O que sempre nos dará alento, a nós pessoas que cultivam o Amor, será os Oásis que por este deserto fora vamos encontrando. Bem-haja aqueles que nos vão matando a sede!

ASA e SUNRISE

in ajudas

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Presentes de Natal para Crianças

Estamos tão perto do Natal que pensámos em falar sobre presentes. Embora na maioria das vezes está escrito na embalagem dos brinquedos qual a faixa etária mais adequada, nem sempre é fácil escolhermos entre tanta oferta. Vamos dar uma pequena ajuda, mostrando quais as capacidades que as crianças têm em cada faixa etária e como podemos ajudar a estimular e a adquirir novas capacidades.

Ficam algumas ideias para alegrar o Natal da criançada. Vamos começar hoje pela faixa etária até aos 12meses.

Aos 6 meses a criança já consegue

· Responder activamente às solicitações do adulto: ri, olha, emite sons,…

· Alcançar e segurar objectos e brinquedos.

· Levar objectos a boca.

· Emitir e localizar sons.

· Rolar.

Os melhores presentes para esta idade são os que desenvolvem a comunicação e audição, que emitam sons, músicas, tais como rocas, mobiles, projectores; brinquedos que promovam a estimulação dos sentido táctil (e não só), com várias cores, macios e com texturas diferentes, como os ginásios, os peluches e livros com texturas; brinquedos de causa e efeito, como aqueles onde a criança quando carrega num botão e este emite som. Brinquedos que estimulem o movimento, como o agarrar e o gatinhar também são importantes.

Aos 9 meses a criança já é capaz de:

· Procurar objectos escondidos.

· Transferir objectos de uma mão para outra.

· Emitir sílabas.

· Sentar-se sem apoio.

Além de alguns presentes da faixa anterior (como os brinquedos de causa e efeito, peluches), podemos começar a estimular novas áreas, tais como a coordenação olho-mão com jogos de encaixe e de empilhar; continuamos a estimular a comunicação com jogos de música tais como pianos, telefones, …

Os triciclos (sem pedais) começam a ser utilizados a partir desta idade.

Aos 12 meses já podemos observar que a criança consegue:

· Imitar gestos.

· Fazer a pinça: segura com o polegar e indicador

· Emitir palavras

· Andar com apoio.

Agora, os presentes já estimulam o movimento autónomo e começamos a utilizar o andador. Brinquedos como os carrinhos, os aviões, as bonecas, com acessórios (como garagens para os carros) são adequados; contudo é necessário ter em atenção os tamanhos dos brinquedos não podem ser demasiado pequenos para a criança não os engolir por acidente. Isto aplica-se a brinquedos que se desmontem em partes mais pequenas. Jogos interactivos com sons e palavras para estimular a fala, agora que a criança precisa de adquirir palavras.

Estas sugestões não dispensam nunca a presença do adulto para envolver a criança na brincadeira, até porque este pode estimular o interesse e atenção da criança, ajuda a desenvolver a comunicação e a aquisição das palavras e a relação com o outro.

Boas compras e boas ideias…

in manual da criança

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ser D(EFICIENTE)...

Ser deficiente...
Não é ser deficiência física ou psicológica
É deficiência de ideias incessantemente
De raciocínios sem lógica.
Amar e ser amado por quem somos
Deficiências todos temos
De ideias e preconceitos
Todos humanos, todos com defeitos
Amar e ser amado
Lutar e ser lutador
Vencer a luta duma dor inesquecida.
Um amor verdadeiro
Uma inocência na deficiência
Lutadores e vencedores
Lutar contra o vencedor da partida
Mas vencedores da vida.
Conhecedores da sobrevivência
Todos lutadores
Contra a luta e contra as dores.
Um viver e renascer
Na luta vida vencer.

in http://olhares.aeiou.pt/ser_deficiente


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Concerto de Solidariedade

A Associação Portuguesa para o Direito dos Menores e da Família- CrescerSer, está a organizar um Concerto de Solidariedade, para o próximo dia 22 de Dezembro, pelas 18h30m, no Museu do Oriente. Este concerto, visa angariar fundos para a instituição, no sentido de ajudar a colmatar as muitas necessidades sentidas.
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A APDMF - CrescerSer dedica-se à problemática das crianças e jovens em perigo, vítimas de negligência, abandono, maus tratos físicos e psicológicos, acolhendo-os, na sequência de uma decisão judicial e definindo em equipa multidisciplinar os Projectos de Vida de cada criança ou jovem acolhido.

in
CrescerSer