domingo, 16 de janeiro de 2011

Divisão por um número de 2 algarismos

Alienação Parental

Fala-se ultimamente em “Síndrome de Alienação Parental; embora este termo não seja o correcto, a alienação parental existe quando um dos progenitores tenta repetidamente denegrir o outro progenitor junto da criança, habitualmente durante uma situação de divórcio; contudo não deixa de ser uma situação de maus-tratos emocionais para as crianças.

O divórcio é o 2.º acontecimento de vida mais gerador de stress, que nem sempre é fácil de gerir; aceitar o final de uma relação e adaptar-se a novas realidades é difícil e leva tempo. Por vezes o conflito que surge entre os pais afecta os filhos sem que estes o percebam. E isto acarreta consequências:

- Relações interpessoais: dificuldade em estabelecer relações de confiança com outras pessoas e em relações de maior intimidade;

- Baixa tolerância à raiva e hostilidade: dificuldades em lidar com situações que despertem emoções fortes como a raiva (“ferver em pouca água”), em aceitar o “não”.

- Problemas no sono e na alimentação: dificuldades em adormecer, pesadelos, sono inquieto; pode também existir falta de apetite.

- Maior conflitualidade com figuras de autoridade: dificuldades em segui ordens e orientações de figuras de autoridade (professores, polícias, superiores hierárquicos, …)

- Maior vulnerabilidade e dependência psicológica: auto-estima e auto-confiança mais baixas.

- Sentimento de culpa: a criança é constantemente forçada a escolher um lado e tomar partido, crescendo com um sentimento de culpa e de impotência.

- Doenças psicossomáticas: dores de cabeça, dores de barriga e outras são muito comuns de surgirem, em particular nas situações de stress.

Cada um reage à dor de uma separação da sua própria maneira, sendo que uma maneira construtiva é aceitando o fim da relação a nível emocional e cognitivo, reorganizar e redefinir a família. E isso leva tempo e energia, mas o resultado final é positivo para todos.

in manual da criança

sábado, 8 de janeiro de 2011

"Autoritarismo" nas Crianças

Enfrente o autoritarismo dos seus filhos com determinação, pois só desta maneira estará a ajudá-los a crescer de uma forma saudável.

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O autoritarismo é um estilo de educação parental em que as regras são impostas pelos pais de uma forma rígida, não havendo margem para qualquer negociação. Quando aqui é referido o autoritarismo das crianças, penso que o que está em questão é precisamente o facto de também elas quererem impor os seus desejos e reagirem negativamente quando são contrariadas. As birras são manifestações típicas das crianças quando são confrontadas com comportamentos de oposição por parte dos adultos.

Por volta dos oito meses, sobretudo se a criança já começou a gatinhar, tendo por isso mais autonomia, vai começar a testar os limites. Se os pais disserem 'não', a criança vai sentir-se ainda mais aliciada a repetir o comportamento que foi alvo de repressão. Esta atitude das crianças gera frequentemente sentimentos de frustração e de desânimo nos pais porque, por um lado, é abalada a imagem de inocência que estes tinham delas e, por outro, passam a ter de supportar a irritação dos filhos, o que não é uma tarefa agradável.

A grande questão que se coloca é perceber porque todas as crianças tentarem testar os pais. Na verdade, o que os mais pequenos procuram compreender com este comportamento é se os pais dirão sempre "não" ou se só dirão "não" em determinados contextos; se utilizarão o "não" apenas quando a criança está só ou se o farão quando esta estiver com alguém; se um "não" será sempre "não" ou se passará a "sim" ao fim de alguma insistência.

Apesar de impor limites ser uma tarefa por vezes desgastante e cansativa, já que exige repetição e paciência, é fundamental para promover a capacidade de autocontrolo da criança, na medida em que a ajuda a estabelecer os seus próprios limites. Se os pais estabelecerem limites firmes mas carinhosos desde os primeiros anos de vida, ajudarão também a criança a reconhecer os seus sentimentos e aquilo que lhes está subjacente, a ter a percepção dos sentimentos dos outros, a desenvolver um sentido de justiça e ainda a descobrir a alegria de dar e até de fazer sacrifício em prol do bem-estar dos outros.

Para que todo este processo seja simplificado, é fundamental que as regras sejam claras e consistentes e que se adaptem às capacidades e necessidades de cada criança. É também importante que ambos os pais estejam de acordo com as regras estabelecidas e que façam avaliações e revisões regulares dessas mesmas regras e expectativas, uma vez que, à medida que a criança cresce, será necessário ajustar algumas delas.

Segundo Selma Fraiberg, perita em desenvolvimento infantil, "uma criança sem disciplina é uma criança que não se sente amada". Por esta razão, enfrente o autoritarismo dos seus filhos com determinação, pois só desta maneira estará a ajudá-los a crescer de uma forma saudável.

Autora: Adriana Campos

In Educare