sexta-feira, 11 de março de 2011

Animal de companhia: qual escolher?

Uma vez decidida a aquisição de um animal de companhia, surgem as dúvidas... Que animal escolher? Que doenças nos podem transmitir? Quais são as exigências de um animal de companhia?

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Actualmente existe alguma variedade de espécies que podem ser adotadas como animais de estimação.

Os
cães são os nossos favoritos. São inteligentes, leais, felizes e obedientes. São os melhores companheiros. São animais que precisam de muito do nosso tempo para serem felizes e saudáveis. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é necessário ter uma casa grande ou um jardim enorme, pois há muitas raças que se adaptam perfeitamente à vida em apartamento. Já a falta de companhia, essa sim, é um problema considerável para os cães. Cada raça tem a sua personalidade, capacidades e necessidades distintas.

Os
gatos são animais mais independentes que os cães e toleram bem melhor o tempo que passam sozinhos. São animais que também são muito mais subtis, sendo mais difícil interagir com eles.

Os
coelhos, hamsters e ratos podem ser dóceis, mas também se podem tornar agressivos. À medida que crescem as suas necessidades aumentam, e se as suas gaiolas não forem limpas com frequência podem libertar maus cheiros.

Os
papagaios, canários e periquitos são os mais afetuosos de todas as aves, mas normalmente criam laços com apenas um elemento da família. Podem ser muito ruidosos.

Tartarugas, lagartos e cobras são animais de observação, ou seja, até se pode pegar neles mas não há retribuição de carinho. Para além disto, podem ser fonte de contágio de algumas doenças, especialmente de salmonelose, pelo que o seu manuseio por parte de crianças deve ser evitado.

Os
peixes são muito bonitos mas são também pouco interactivos.

Tendo em consideração todas as características anteriormente descritas, a nossa escolha recai preferencialmente nos cães, logo seguidos pelos gatos, por serem animais que conseguem estabelecer uma melhor relação com uma criança.

Mas a verdade é que os animais de companhia podem transmitir doenças:

Raiva: transmitida pela mordedura ou contacto da saliva de qualquer mamífero infetado com as mucosas. Previne-se pela vacinação massiva dos animais domésticos.

Sarna
: transmitida pelo cão ou pelo gato, é uma patologia caracterizada por prurido intenso (comichão). Tem tratamento eficaz, com cura completa.

Micoses: transmitidas pelo contacto direto com cão, gato ou coelho infetados, normalmente cursam com zonas de alopécia (zonas sem pelo) de aspeto circular. Os gatos podem ser portadores sem doença. Tem tratamento eficaz, com cura completa.

Leptospirose: transmitida pelo contacto com urina de ratos, cães, gatos infetados ou águas contaminadas. A prevenção passa por vacinação dos cães e controle da população de ratos.

Toxoplasmose: transmitida a humanos pelo contacto com fezes de gatos. Os cães não transmitem toxoplasmose. O principal risco desta doença é para grávidas, doentes imunocomprometidos e crianças até aos 6 meses de idade. A prevenção, relativamente ao contacto com animais, passa por evitar a limpeza dos caixotes das fezes pelas pessoas inseridas nestes grupos de risco.


Parasitoses: há dois tipos de parasitas, os externos (pulgas e carraças) e os internos (ténias e lombrigas). Ambos podem ser transmitidos pelos animais de estimação. A prevenção passa pela desparasitação interna (de 4 em 4 meses) e externa (mensal) dos animais e a desparasitação de toda a família anualmente.

Alergias: há adultos e crianças que tem alergia intrínseca ao pelo de animais. Existem vacinas de dessensibilização e, segundo alguns autores, não é pelo facto de ter o animal em casa que as pessoas têm mais crises alérgicas, porque o teor de alergénios animais é semelhante em casas com e sem animais.

Por tudo isto é importante:
- seguir um programa preventivo de saúde para o seu animal de estimação que inclui: alimentação adequada, exercício regular, proteção do frio, vacinação recomendada, desparasitação,
check-ups regulares junto do seu veterinário.

- garantir que o seu animal de estimação tem a sua própria cama e que os recipientes da comida são mantidos limpos e afastados do local onde ocorrem as refeições familiares.

(Dária Rezende (Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga),
Jorge Ribeiro (Veterinário, Clínica de Animais de Companhia do ICBAS - Universidade do Porto)

in educare

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