sábado, 15 de novembro de 2014

Goodlying

O Goodlying, de uma forma muito sucinta, é a prática do BEM em cadeia.
Algo que deveríamos praticar e incentivar nos nossos alunos, e não só.
Trata-se de uma questão de atitude e valores, onde todos ficaríamos,
certamente, a ganhar. Basta tentarmos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Alunos portugueses têm das mais pesadas cargas horárias no 1.º ciclo

Tal como se passa com os adultos na sua vida profissional, os nossos miúdos estão mais tempo na escola que os alunos da maioria dos países europeus. Estamos no tempo da "escola a tempo inteiro".
No entanto, ainda há quem insista que os miúdos trabalham pouco, não devem brincar.
O tempo passado na escola é apenas uma variável entre muitas que influenciam a qualidade do trabalho. Assim sendo, mais tempo na escola não significa melhores resultados escolares.
Por isso, a mais séria reserva com a ideia de uma "escola a tempo inteiro" que deveria transformar-se num objectivo de educação a tempo inteiro na qual o trabalho no tempo "escolar" fosse potenciado com os recursos necessários, com currículos e apoios adequados, com autonomia escolar a sério, etc.
Não seria preciso mais tempo global se tivéssemos melhor tempo e melhor distribuído, no ensino da Língua Portuguesa, por exemplo, a mãe de todas aprendizagens.

Texto de José Morgado

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A ditadura dos mais pequenos

Não obrigue a criança a comer nada: se não quiser comer a sopa, passar ao prato feito com tudo o que é necessário, goste ou não goste. Se não comer tudo, retirar o prato sem comentários e passar à fruta. Se também não quiser comer, proceder do mesmo modo, sem críticas nem alusões ao facto. Ninguém faz uma guerra sozinho...

Na semana passada, mais uma vez, fiz uma consulta a uma senhora que, assim que entrou, frisou que a consulta seria para ela, mas que começaria por falar do filho de 3 anos com quem estava seriamente preocupada, uma vez que tinha feito umas análises que indicavam vários parâmetros baixos que ela atribuía a uma alimentação deficiente. Lá me foi relatando que a criança não comia carne, nem peixe, nem ovos, nem pão, nem batatas, nem leguminosas, nem hortícolas, nem fruta, etc., etc.. Não gostava de nada a não ser de bolachas (mas não Maria ou de água e sal), leite, iogurtes e chocolate.
Como é invulgar uma criança não gostar de tantas coisas em simultâneo, lá fui, diplomaticamente, fazendo perguntas que nos permitissem chegar a alguma conclusão. E, simultanemente, falando de algumas generalidades sem as particularizar:

- da tendência de obrigar as crianças a comerem as quantidades de comida que as mães idealizam como as ideais - as mães mais gordas põem mais comida no prato dos filhos porque normalmente calculam “a olho” em função do que elas próprias comem...;

- de quererem incutir nas crianças hábitos como o de comer sopa, que os próprios pais não praticam;

- de usarem a comida como castigo ou recompensa: “Se não comeres sopa, não comes sobremesa”;

- de permitirem que as crianças não comam, mas cedam facilmente a dar-lhes bolachas logo a seguir à refeição com a chantagem do “mãe, tenho fome” e com o medo de que morram por isso;

-de vincarem os seus gostos pessoais e moldarem o comportamento das crianças em função deles. Quando a criança não gosta de um alimento e o pai gosta, obriga-a a comer até ao fim. Mas se o pai não gostar, discute com a mãe para que ela não o obrigue. E vice-versa. E, de repente, a criança está fora de toda a discussão, conseguindo aquilo que queria, que era chamar a atenção sobre a sua pessoa;

- de se focar excessivamente sobre a comida, o que torna as refeições sofridas e desgastantes. Quando chega a hora de ir para a mesa, a criança já sabe que vai passar um mau bocado, em vez de um momento agradável em família;

- de haver muitas distrações como televisão ou jogos de ipad, que impedem conversas e um convívio normal e salutar entre os membros da família.

Sem que sequer adivinhasse o que se passava naquela casa, percebi pelos movimentos afirmativos de cabeça com que anuía à minha dissertação, que muito do que eu dizia se confirmava naquele caso particular.

Soube também que a dita criança só iria para o infantário no próximo mês de setembro, tendo estado até lá e durante a semana, sob a guarda de uma avó que, tal como a mãe, receia que ela morra à fome - apesar do pediatra lhe dizer vezes sem conta que uma criança só morre de fome se não tiver acesso aos alimentos - e que por isso lhe dá todas as guloseimas que exige. Se não come às refeições, dão-lhe bolachas ou chocolate e por isso volta a não comer na refeição seguinte.

E como contornar o problema, perguntarão?

A conclusão a que ambas chegámos é que é urgente mudar de estratégia! E que técnica usar?

- Não falar de comida às refeições;

- Não obrigar a criança a comer nada: se não quiser comer a sopa, passar ao prato feito com tudo o que é necessário, goste ou não goste. Se não comer tudo, retirar o prato sem comentários e passar à fruta. Se também não quiser comer, proceder do mesmo modo, sem críticas nem alusões ao facto. Ninguém faz uma guerra sozinho...

Persistir ao longo dos dias e resistir às bolachas, ao leite ou aos iogurtes. Esta criança ingeria um litro de leite por dia e mais dois iogurtes, quando a porção para a sua idade seria o equivalente a um copo de leite (250 ml) e dois iogurtes...

Recomendei sobretudo que não vacilasse, e que pedisse ajuda ao marido nesse sentido. A resposta foi que o marido era muito condescendente e que se o filho não quisesse comer ele anuía. Ela é que era obcecada com o assunto. Aconselhei-a, em primeiro lugar, a aceitar junto do marido, com humildade e sem orgulho, que ele sempre tinha alguma razão e que juntos podiam melhorar o comportamento deste seu “difícil” rebento.

Sugeri mais atividades em conjunto como dançar com ele em casa durante a semana em vez de ir ao ginásio, andar de bicicleta, ir ao parque da cidade ao fim de semana. Enfim, focar a atenção noutra coisa que não seja a comida.

Após quase hora e meia de consulta e porque tinha já uma outra cliente à espera há algum tempo, disse-me que viria noutra altura para ela própria perder um pouco de peso. Vai ficar admirada comigo doutora, é que eu também sou muito esquisitinha. A minha mãe diz que eu estou agora a pagar o que a fiz sofrer...
 

PAULA VELOSO Nutricionista e autora de Dietas sem Dieta, Dieta sem Castigo e Peso, uma questão de peso
in Educare

domingo, 20 de julho de 2014

Momentos #1


segunda-feira, 30 de junho de 2014

BOAS FÉRIAS!!!!



terça-feira, 27 de maio de 2014

Pedro Strecht: "As crianças precisam de paz"

Preservar os mais novos das discussões e dos conflitos é bom para toda a família. Saiba como actuar.

O número de casais portugueses que se separa tem vindo a aumentar de ano para ano. Com a última alteração à lei do divórcio as estatísticas registaram mais divórcios que casamentos. Pedro Strecht, pedopsiquiatra, diz que no seu consultório recebe muitos pedidos de ajuda e de aconselhamento. Por isso decidiu escrever um livro, a que chamou 'Dá-nos a Paz', publicado pela Assírio & Alvim, onde responde às principais dúvidas dos casais que passam por um divórcio onde existem filhos. Aqui ficam algumas das dúvidas que com mais frequência lhe chegam.

É melhor evitar a todo o custo uma separação só para se manter a imagem de uma família unida? Há pais que prolongam demasiado situações irreversíveis para as suas vidas, atingindo, por vezes, o limiar do insuportável, só para manter uma ideia de família nuclear, não importa a que preço. Nunca é bom prosseguir situações que não são verdadeiras e que fragilizam emocionalmente.

Mesmo quando se julga estar a actuar no superior interesse das crianças? É sempre negativo viver cenários de mentira e fachada. Isso pode deixar os mais novos desprotegidos perante a possibilidade de interiorização de modelos de relação patológicos, existindo o risco de se desenvolver a imagem de um pai ou uma mãe demasiado impulsivo ou agressivo ou, pelo oposto, excessivamente frágil e indefeso. Se os pais não estão bem na relação mútua, também não estão suficientemente fortes e disponíveis para os filhos. É útil lembrar que os filhos não são almofadas psíquicas que sirvam para amparar episódios repetidos de mal-estar, agressividade ou conflito entre os pais. As crianças não devem ser pretextos para desculpas ou inexistência de decisões que competem aos adultos tomar. Em casos de vivências diárias muito complexas ou negativas para o equilíbrio dos mais novos, uma separação pode ser, potencialmente, um alívio ou solução do problema.

Qual a melhor altura para comunicar a separação? Não existe o momento ideal. A questão do tempo é algo que deve dizer respeito à vida dos adultos e à sua capacidade para sentirem que são capazes de o fazer.

Há alturas em que as crianças e adolescentes podem ser poupados à revelação da situação? Por exemplo, momentos que estão muito próximos de etapas ou vivências importantes para os filhos, como a proximidade da época de exames, a perda ou morte próxima de um familiar, a recente entrada para a escola.

Há alguma maneira especial de comunicar uma separação aos filhos? A melhor maneira é ir directo ao assunto. As palavras devem ser simples, mas francas. De início, as explicações não precisam de ser muito elaboradas. Deve-se sempre assegurar que o amor dos pais pelos filhos não cessa ou termina por acabar a relação. É fundamental transmitir a ideia de que as crianças não têm que tomar parte do conflito. Para além de tudo isto é importante ouvir o que os filhos têm para dizer, responder às suas dúvidas e deixá-las expressar livremente os seus sentimentos.

Quem o deve fazer? Devem ser sempre os pais a comunicar a separação. Se possível é importante que os dois possam estar presentes. Se, de início, a decisão for unilateral, deve ser o progenitor que assumiu a situação fazê-lo. No entanto, há pais que nunca assumem a quebra da relação, mesmo quando esta implica a sua saída de casa ou o início de novas relações. Nesses casos, cabe a quem fica mais perto comunicar a separação.

A separação provoca sempre sofrimento emocional nos filhos? Qualquer separação implica a necessidade de um longo trabalho emocional de adaptação a uma nova realidade, com perdas, ausências, reajustes, que nem sempre são fáceis para quem os vive. Mesmo quando os filhos se apercebem de um clima anterior de zanga, conflito, frieza ou indiferença entre os pais, é vulgar existir uma expectativa de mudança, de regresso a um qualquer ponto anterior ou quase original do relacionamento dos pais. No entanto, quando a relação do casal é tão abertamente conflitual ou agressiva, quando um dos pais é reconhecido pelos filhos pela perturbação da qualidade de relação é que o sofrimento provocado por uma separação é minorado. Não só pela sensação de protecção e alívio como pela diminuição ou mesmo desaparecimento desse foco de mal-estar diário. Um sofrimento não resolvido pode ser a base de perturbações importantes e duradouras na infância e adolescência.

Há separações que deixam marcas para sempre? A forma como uma separação pode deixar marcas duradouras nos filhos depende sempre da maneira como os adultos souberam preservar os mais novos do impacto negativo da situação.

Devem os filhos saber todas as razões da separação? É útil e necessário existir uma distinção de gerações, de estatuto e de papéis entre os mais novos e os mais velhos. Pais e filhos podem e devem partilhar entre si múltiplas áreas das suas vidas, mas deve também manter-se sempre uma diferença entre partes que são específicas de cada um. Pais e filhos não devem ser companheiros, nem confidentes uns dos outros. Das razões que levam a uma separação haverá sempre algumas que se podem transmitir aos filhos, mas haverá outras que só ao casal importam.

A custódia partilhada é o modelo ideal? Simboliza, acima de tudo, uma responsabilidade conjunta no exercício das responsabilidades parentais. Representa a possibilidade de, com em igual peso, ambos os pais poderem decidir sobre o que desejam para os filhos. Mas também exige uma boa capacidade de comunicação e diálogo entre os pais, mesmo quando há conflitualidade e distância.

Hoje em dia, existe a tendência para se ligar a ideia de custódia partilhada à divisão igualitária de tempos de contacto com o pai e com a mãe. Não é verdade e muito menos representa sempre o modelo ideal. Para muitas crianças e adolescentes, repartir a casa do pai e da mãe implica uma certa maturidade emocional, uma boa segurança e autonomia em relação às figuras principais de vinculação e, muitas vezes, a capacidade de gestão autónoma de questões de organização diária, como roupa e material escolar, entre outras. Esse modelo não é aconselhável em crianças de muito baixa idade, sobretudo nos primeiros três a seis anos de vida, pois são muito dependentes e autolimitados nas suas tarefas de autonomia, nas referências espaciais e temporais, na linguagem e até na própria relação, mesmo quando ela passa pela comunicação verbal.

Depois da separação, é proveitoso continuarem a estar todos juntos em fins-de-semana, férias ou noutras ocasiões? Se existe uma separação, então não é bom falsear a situação perante os filhos. Eles esperam dos pais uma posição de clareza e honestidade que lhes reforce a confiança e a segurança relacional e que, mesmo sendo difícil de assumir ou transmitir, é mais positiva do que a falsidade, a omissão ou a distorção. Há situações em que os pais podem e devem comparecer em conjunto, como nos aniversários, reuniões ou festas escolares ou outras que as crianças solicitarem.

"Cândida Santos Silva"

domingo, 25 de maio de 2014

Topo Gigio - Oh Sole Mio


As crianças necessitam de regras − coerentes, constantes e claras − sejam elas trazidas pela mãe ou pelo pai.


1.As crianças necessitam de regras − coerentes, constantes e claras − sejam elas trazidas pela mãe ou pelo pai.

2. As regras da mãe e do pai, para serem saudáveis, não podem ser (milimetricamente) iguais. Precisam de zonas de tensão, climas duma certa aragenzinha do género: “Querem lá ver que me está a desautorizar...” e de muita manha das crianças: quer quando falam para dentro e, duma forma angélica, presumem que se o pai não disse que não (mesmo que não tenha conseguido discernir a pergunta) é porque está de acordo com ela, quer quando dizem à mãe (tipo cachorro abandonado): “Eu queria uma coisa... mas tu não vais deixar...” (que, depois de repetida três vezes, faz com que qualquer mãe diga “Sim!!!!!!” seja ao que for). Para serem saudáveis, as regras da mãe e do pai não têm que ser um exemplo de unicidade. Precisamente, unicamente, de encontrar nos gestos de um e do outro um mínimo denominador comum.

3. As regras dos pais, ao pé das dos avós, têm sempre “voto de qualidade”. Que as regras dos avós sejam açucaradas é bom; até porque traz contraditório a alguns excessos dos pais. Que em presença de um dos pais, valham as regras dos avós, não há melhor incentivo à confusão.

4. Para as regras dos pais serem apuradas, eles precisam de esgotar, de vez em quando, as quotas de parvoíce a que todas as pessoas têm direito. Pais que nunca se enganam podem ter como aspiração ser bons governantes... Mas são maus pais.

5. Todos os pais, de coração grande, têm (por isso mesmo) a cabeça quente. Exageram, portanto, algumas vezes. Mesmo quando, duma forma ternurenta, mandam as crianças de quarentena para o quarto para pensarem nas asneiras que fizeram (que, à escala do crime económico, vale tanto como desterrar um infrator nas Ilhas Caimão para reconsiderar sobre tudo aquilo que subtraiu à margem da Lei).

6. As regras não se explicam, não se negoceiam nem se justificam. Muito menos, constantemente. Explicação será exceção. A baliza de referência para todas as regras serão os comportamentos dos pais: não é credível que os pais exijam aquilo que eles próprios, um com o outro ou com terceiros, não façam, regularmente.

7. As regras exigem-se. Não se solicitam. E essa exigência deve fazer-se de forma firme e serena.

8. Às regras não se pode chegar depois de muitas ameaças, admoestações ou avisos. E, muito menos, com decibéis em excesso ou na companhia dum olhar assustado por parte dos pais. Se fosse assim, os pais exigiriam serenidade e bom senso com a boca e alarmismo, inflamação e ira, com o seu olhar (ora hostil ora assustado). E, num caso desses, as crianças assustar-se-iam e, em função disso, tenderiam a reagir como um animal encurralado...

9. Autoridade é um exercício de bondade. Exercê-la a medo é pedir desculpa por ser bondoso.

10. Depois duma criança ser avisada duas vezes, as regras dos pais têm de se cumprir. Isto é, têm mesmo de ser levadas a efeito. Ora, se os pais avisam e não cumprem, se avisam e reagem a uma falha com mais avisos, ou se avisam e, de seguida, são desmedidos no exercício da sua justiça, tudo fica confuso e inconsequente.

11. Os pais não podem zangar-se como quem promove pagamentos por conta. Na versão do velho Oeste isso significaria: dispara primeiro e pergunta depois. Isto é: não podem zangar-se por antecipação, na esperança de que isso promova a justiça. E não podem, diante duma mesma infração, hoje, zangarem-se e, amanhã, nem por isso. Porque, ao acumularem zanga, deixam passar situações que precisariam de ser claramente repreendidas para que reajam, mais tarde, diante doutras quase insignificantes. À escala da política tributária, isso significaria zangas com juros de mora. E ninguém consegue ser justo cobrando juros sobre juros a quem quer que seja...

12. Sempre que os pais se sentem muito magoados diante dum qualquer ato dum filho, estão proibidos de reagir num impulso. É melhor parecerem vacilar em tempo real e, depois da mãe e do pai conferenciarem, mais logo, ao jantar, a coima ser clara e inequívoca.

13. A regra será: sempre que o comportamento dos filhos magoe os pais eles estão obrigados a reagir. Sempre! Magoar os pais e não ter − numa repreensão, num castigo, ou numa palmada no rabo, excecional − uma forma de sinalizar o mal que se faz aos pais, através, da dor, como um interdito, é acarinhá-lo, por omissão. No entanto, nenhuma criança se torna má sem que os pais - por aflição, por exemplo - não promovam, sem querer, várias maldades.

14. Atribuir-se a culpa dos atos duma criança ao outro dos pais ou aos avós, por exemplo, é uma forma de fugir à responsabilidade. Em caso de dúvida em relação às regras da mãe e do pai, ou dos pais e dos avós, todas as crianças elevam a fasquia das asneiras, na ânsia de verem os pais, sempre que elas passam por um nível seguinte, a conseguirem ser justos.

15. Diante das asneiras das crianças, vale pouco que os pais abusem nos castigos. Se os castigos forem ocasionais e adequados à infração, nada se perde. Se forem desmedidos ou repetidos são insensatos. Na verdade, sempre que os pais dominam a situação, em tempo real, os castigos deixam de ser precisos logo que os pais passam de verde para amarelo.

16. Se os pais exercem a autoridade a medo, assustam. Pais assustados, tornam as crianças assustadiças. Isto é, capazes de reagir de forma desafiante sempre que se sentem encurraladas entre os seus medos e os medos dos pais.

17. Se os pais exercem a autoridade de forma pesada e deprimida, assustam, também. Porque à tristeza contida dos pais chama-se hostilidade. E essa hostilidade, associada a um ralhete, onera uma repreensão com sobretaxas que se tornam enigmáticas (e injustas) para as crianças.

18. Se os pais, em vez de se zangarem, ameaçam que ficam tristes, estão a dizer às crianças que elas os magoam (e isso, regra geral, elas já sabem). E, claro, que são de porcelana, quando se trata de as proteger e reagir. Pais deprimidos são, por isso mesmo, mais abandónicos do que parecem. São amigos do queixume, mas pouco pais, portanto.

19. Se os pais não se zangam mas amuam, estão a fazer duma família uma escola de rancores. Rancor é ressentimento e ira, numa relação de dois em um. E isso torna os pais mais assustadores do que quando se esganiçam e exageram.

20. Por tudo isto, é claro que por trás duma criança difícil está um adulto em dificuldades. Mas por trás duma outra exemplar estão pais mais ou menos tirânicos. Da mesma forma, por trás duma criança certinha está alguém mais ou menos assustado que, por exigências exageradas, ainda não pôde experimentar que a função fundamental dum filho é pôr problemas aos pais.

21. A autoridade é um exercício de bondade. Aceita-se quando nos chega pela mão de quem nos ama ou das pessoas que admiramos. Mesmo que as crianças, num primeiro momento, a desafiem, que é uma forma de, por cada não (“não me doeu”, “não ouvi”, e assim sucessivamente) afirmarem (que ela só tem sentido) duas vezes. Seja como for, a autoridade pressupõe sabedoria, bondade e sentido de justiça. E nenhuma criança, nenhuma mesmo, a rejeita. Mesmo que ela chegue mediada por alguma dor. Ninguém aprende sem alguma dor.
Como eu gosto dizer, a dor é o sal da sabedoria.

Autor: Eduardo Sá
in pais&filhos 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

As Crianças e os seus Segredos

Trabalhar com emoções e sentimentos da arte-terapia ainda é pouco comum nas escolas. Técnicos realçam potencialidades do método para identificar problemas.

O lápis e o papel branco. A arte-terapeuta Mónica Mariano começa com o material mais familiar para se dar a conhecer ao grupo de seis crianças do 2.º e 3.º anos de escolaridade do 1.º ciclo do Ensino Básico. Os mais pequenos desenham e são estimulados a falar do que lhes vai na alma. Do papel para o barro, do barro para pinturas em papel cenário. Constroem-se casas em cartão, usam-se aguarelas para controlar as tintas mais líquidas. Há berlindes colocados na folha no momento do desenho para que se lide com a frustração de não se conseguir pintar o que se quer. Neste momento, a arte-terapeuta trabalha com marionetas numa das EB1 de Loulé, no Algarve. Mónica Mariano está a realizar o estágio do curso de arte-terapia. Pediu à escola de Loulé que indicasse quais os alunos que tinham problemas ao nível da aprendizagem e do comportamento. Entrevistou as crianças e os pais e selecionou o grupo com o qual trabalha algumas horas por semana.

É preciso ajustar o método, escolher a arte mais adequada ao grupo. Mónica Mariano adianta que o que se passa dentro das quatro paredes da sala é guardado convenientemente. A arte-terapeuta não entra em grandes pormenores com os pais ou encarregados de educação. Aos professores vai perguntando se há ou não progressos. "Não entro em muitos pormenores. A criança está, de alguma forma, a entregar alguns segredos", explica. "Não vou muito ao detalhe porque a criança precisa dessa confiança", acrescenta. Trabalham-se emoções escondidas, sentimentos guardados que se exteriorizam através dos materiais que são colocados nas mãos. "As crianças podem pintar de outra forma, fazer outra coisa, sem ter de falar das emoções." No fundo, salienta, "trabalha-se mais a criança na sua espontaneidade". Para Mónica Mariano, "a arte-terapia funciona muito bem nas escolas, até em termos de adolescentes porque é um momento que têm para se exprimir, para falar dos seus problemas de uma forma mais livre, não estando restringidos às regras da escola". "É uma forma fantástica de falar das emoções e dos sentimentos", conclui.

Cristina Cruz é arte-psicoterapeuta há seis anos. Exerce psicologia e arte-terapia na EB 2,3 dos Louros na Madeira. Trabalha com alunos dos 10 aos 17 anos, do ensino regular e que frequentam cursos de Educação Formação. Uma sessão de arte-terapia tem três fases. "A primeira de acolhimento das crianças ou dos adolescentes (como foi a semana, acontecimentos especiais de algum aluno); a fase de desenvolvimento onde cada participante expõe as suas angústias de forma expressiva (pintura, escrita criativa, tabuleiro areia, dramatização, colagens), onde depois vamos explorar os sentimentos e emoções de cada um; a fase do encerramento, na qual tentamos conter e sustentar tudo o que se passou na sessão para todos se sentirem acolhidos."

Cristina Cruz considera que a arte-terapia pode ser desenvolvida em qualquer faixa etária. E há frutos que vão sendo colhidos. "O desenvolvimento da criatividade nas crianças e adolescentes proporciona-lhes uma integração diferente da sua forma de percecionar o meio que os rodeia. De tal forma, que os mediadores da arte-terapia criam um leque de abertura para o próprio self", realça. Na sua perspetiva, há escolas que resistem a abrir a porta a essas experiências. "Penso que nem todas as escolas estão recetivas para esta intervenção. Na escola em que trabalho há uma grande recetividade para a mudança, logo tudo o que surge de novo, e que tenha resultados positivos, é bastante aceite", refere.

Irene Monteiro é psicóloga e está a terminar a formação de arte-terapia. Neste momento, trabalha com um grupo de vítimas de violência doméstica num projeto social. A técnica reconhece que a prática é relativamente nova e que, regra geral, ainda não faz parte de um projeto educativo alternativo. "A arte-terapia pode ser muito útil em contexto escolar porque pode trabalhar com uma população de crianças de risco, em risco de abandono escolar, com dificuldades de aprendizagem, com necessidades educativas especiais." "A intervenção da arte-terapia tem um carácter de tratamento quando há uma problemática instalada. A componente de integração é muito útil", afirma.

Irene Monteiro realça o que a metodologia em que a terapia dá as mãos à arte "trabalha muito de afetos, trabalha questões do foro emocional". "Nas necessidades educativas especiais, a intervenção é muito centrada nos défices cognitivos e a parte emocional, relacional, fica de fora", sublinha. "Na arte-terapia cabem muitas atividades, o que a diferencia é depois o que é feito sobre essas atividades. O arte-terapeuta não é alguém que diz à criança para fazer assim ou de forma diferente, que lhe diz que está bem ou que está mal", acrescenta.

O psicólogo Hugo Cruz usa a arte para trabalhar com alguns alunos recorrendo ao teatro-fórum. A partir de uma peça de teatro, os alunos podem trocar de papéis para mudarem o rumo da história, para tentar resolver problemas identificados na representação. Usa a arte e não a terapia numa lógica, explica, "mais preventiva e educativa e não tanto remediativa". A violência doméstica é o tema que tem percorrido vários estabelecimentos de ensino do concelho de Santa Maria da Feira, onde Hugo Cruz coordena o projeto municipal Direitos & Desafios. O psicólogo afirma que a arte-terapia faz todo o sentido nas escolas. "Pode ser um excelente instrumento para exteriorizar emoções relacionadas com as vivências na escola." "O facto de se ter uma má nota tem uma carga emocional e uma implicação muito fortes", alerta.

A arte-terapia ainda é pouco utilizada nas escolas portuguesas. Esta relação particular entre o sujeito, o objeto de arte e o terapeuta não consta nos planos curriculares. A metodologia é bastante abrangente, uma vez que recorre a diversas componentes artísticas como pintura, desenho, jogos, marionetas, música, expressão corporal, poesia, escrita livre e criativa, colagens, modelagens. Tudo o que estiver ao alcance para abordar emoções e sentimentos. O objeto de arte serve sobretudo para mediar as expressões.

Nas contas feitas pela Sociedade Portuguesa de Arte-Terapia (SPAT) há, neste momento, oito estabelecimentos de ensino a recorrerem a esta prática. "Temos vários membros a atuar em contexto escolar. No Porto, na Grande Lisboa, no Algarve, na Madeira, com grupos diversos em termos de idade, classe social, problemática, etc. A receção desse tipo de intervenção costuma ser muito boa. Não é mais solicitada por desconhecimento por parte dos profissionais de educação", adianta Daniela Martins, da SPAT. A responsável defende que a arte-terapia deve ser usada em contexto escolar, abrangendo todas as faixas etárias. "As situações podem ser diversas, dependendo do objetivo do trabalho: apoio à aprendizagem, comportamento, desenvolvimento criativo e pessoal, apoio à educação especial, apoio ao desenvolvimento motor, problemáticas específicas do foro psiquiátrico, etc."

No caso concreto das necessidades educativas especiais, Daniela Martins realça que o método pode trazer vantagens ao nível do "apoio ao desenvolvimento cognitivo/motor, apoio à aprendizagem, criação de um espaço de confiança para liberação da dor, facilitar a espontaneidade, trabalhar questões relativas à eventual exclusão social, estimulação sensorial". "A arte-terapia costuma ser muito bem recebida nas escolas, com a utilização das mais variadas técnicas: expressão plástica, musical, dramática, corporal", remata.

Sara R. Oliveira

domingo, 18 de maio de 2014

A Turma do Balão Mágico e Djavan

Esta música é dedicada a todos os meus Alunos.
Nunca deixem de Sonhar, estudem muito porque só
assim poderão ser Pessoas Livres para concretizarem
os vossos Sonhos, serem Felizes e contribuírem para
um Mundo Melhor e mais Justo, onde cada Ser
Humano possa ser valorizado e respeitado, 
independentemente da cor da pele, religião, 
cultura...onde o SER, prevaleça ao TER, que os 
Valores Morais prevaleçam aos valores materiais. 
Acredito em cada um de Vós meus queridos. 
Creio que, independentemente, da longa "estrada"
que cada um irá percorrer, todos irão 
conseguir concretizar os vossos
 Sonhos, por mais árduo que seja o 
caminho escolhido.
Um ABRAÇO do tamanho do Universo para 
TODOS!!!!
A Vossa professora,
Mariana Emídio



Divisão com um algarismo no divisor


sexta-feira, 16 de maio de 2014

O Planeta Limpo - Vamos Reciclar


domingo, 11 de maio de 2014

Bom Domingo na companhia do Topo Gigio!!!


sábado, 10 de maio de 2014

A SAÚDE MENTAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Segundo o Expresso, os problemas de saúde mental nas crianças parecem estar a aumentar. Em 2013 registaram-se cerca de 20 000 novas consultas de pedopsiquiatria, mais 30% que em 2011. É um indicador preocupante e ainda mais preocupante pela inexistência de resposta adequada e acessível para muitas crianças e adolescentes.
Recordo que em Março foi noticiada a interrupção dos apoios a crianças e adolescentes da região do Algarve pois o programa de que beneficiavam, Grupos de Apoio à Saúde Mental Infantil, que já tinha merecido prémios de boas práticas, foi suspenso em vez de ser generalizado. Esta suspensão foi obviamente sentida com grande inquietação por famílias e profissionais.
Em 2012 esteve em Portugal um especialista nesta área, Peter Wilson, que, naturalmente, referia a necessidade de que nas escolas e na comunidade próxima existam apoios aos professores, às famílias e às crianças com dificuldades emocionais, a única forma, entende, apoiado na sua experiência, de minimizar e ajudar neste tipo de problemas que, não sendo acautelados, têm quase sempre efeitos devastadores em termos pessoais e sociais. Segundo Peter Wilson, os estudos em Inglaterra sugerem a existência de três crianças com problemas do foro emocional em cada sala de aula pelo que o apoio é muito mais eficaz e económico prestado na escola ou na comunidade próxima a alunos, famílias e professores. Este entendimento é partilhado, creio, pela generalidade dos profissionais e famílias, também em Portugal e os dados hoje divulgado pelo Expresso sublinham esta ideia.
Suspender um programa de apoio a situações de doença mental em crianças e adolescentes, reconhecidamente de qualidade, é algo de inquietante.
No entanto, não é a única razão de inquietação neste universo.
Há alguns meses a imprensa referia a inexistência de camas nos serviços de pedopsiquiatria que possam acomodar adolescentes em tratamento o que leva a que em muitas circunstâncias adolescentes sejam internados em serviços de adultos o que na opinião dos especialistas pode ser uma experiência "traumatizante" sendo, aliás, contrárias às boas práticas de qualquer país civilizado em matéria de saúde mental. A propósito recordo que de acordo com o relatório "Portugal Saúde Mental em Números 2013", só 16,2% das pessoas com perturbações mentais ligeiras e 33,8% das que sofrem de perturbações moderadas recebem tratamento em Portugal.
Por outro lado é também conhecida a enorme dificuldade que muitas instituições que acolhem menores estão a passar dificultando a resposta com a qualidade bem como a possibilidade de responder a novas situações.
Está nos livros e nas experiências que em situação de crise os mais vulneráveis, crianças e adolescentes, por exemplo, são, justamente, os mais sofredores com as dificuldades.
Miúdos que estão em famílias ou chegam às instituições e necessitam de um aconchego, um ninho e uma qualidade de vida que a família, por diversas razões, não sabe, não quer ou não é capaz de providenciar, podem sofrer uma nova penalização com riscos fortíssimos de compromisso do seu futuro.
As crianças e adolescentes com perturbações da sua saúde mental, casos em crescimento, precisam, imprescindivelmente de ser acolhidos e apoiados de forma adequada. Essa é também uma responsabilidade das comunidades e de quem lidera.
Como o povo diz, sobra sempre para os mesmos.

José Morgado
in http://atentainquietude.blogspot.pt/ 


sexta-feira, 9 de maio de 2014

A piscina do Popeye


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Diagrama de Carroll e de Venn


terça-feira, 6 de maio de 2014

Multiplicação de Frações


sábado, 3 de maio de 2014

Preposições


Advérbios


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Diagrama de Venn


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Frisos e Simetrias


terça-feira, 29 de abril de 2014

Planeta Terra - O Sol e a Lua vistos do satélite


sábado, 26 de abril de 2014

FORNOS SOLARES - Ciência a Brincar


quinta-feira, 24 de abril de 2014

A Galinha Ruiva


sábado, 12 de abril de 2014

Prevenção de comportamentos autolesivos na adolescência


Para que uma criança cresça equilibradamente é de todo importante a existência de uma empatia calorosa, um ambiente organizado, a existência de rituais familiares e de apreciações estimulantes, mas isto não chega… O outro lado, menos cor-de-rosa, também é necessário, diria que indispensável!

“O medo é eu gostar muito de ti e ter medo de te perder”
Letria, J. (2008). “O medo o que é?” Biblioteca José Jorge Letria. Ambar

Todos os pais temem o sofrimento dos filhos! Todos, ou quase todos, os tentam proteger do confronto com a dor. Queremos que a vida deles corra sem percalços e sem sobressaltos e que todas as barreiras, por maiores que sejam, tenham uma característica: a transponibilidade! Antecipamos perigos e tentamos retirar as pedras do caminho, pois sempre é mais tranquilizador imaginar um caminho plano, em que o risco de cair é menor. Nesta tentativa de que tudo seja perfeito, ou quase, esquecemos que é preciso alguma frustração e desconforto para se crescer melhor, para se ser mais além! Para que uma criança cresça equilibradamente é de todo importante a existência de uma empatia calorosa, um ambiente organizado, a existência de rituais familiares e de apreciações estimulantes, mas isto não chega…

O outro lado, menos cor-de-rosa, também é necessário, diria que indispensável! Deste lado menos confortável, encontra-se o “não” e o respeito por este e também o adiamento da recompensa. Para alguns pais é tremendamente difícil dizer “não”, mais difícil ainda é mantê-lo. Por este motivo vemos jovens já bem crescidos a amuar quando são contrariados, e deparamo-nos com professores saturados de alunos que não têm a noção dos limites.

Uma outra dificuldade bem atual é perceber que a recompensa é algo que se conquista e, por isso, até a atingir é preciso um esforço, que se tem de prolongar no tempo. Vivemos numa época em que tudo é para ontem, em que se tem tudo, mesmo com provas dadas de que a recompensa não é merecida. “Resolvi atribuir-lhe uma mesada para ver se sobe as negativas.” “Instalei-lhe uma televisão no quarto, para ver se o seu mau comportamento na escola se altera.” Estas são afirmações verídicas de pais que sempre deram tudo aos filhos e que quase nunca exigiram algo em troca. Geralmente estes jovens têm grandes dificuldades de auto controlo e de gerir a frustração! Estes filhos vão crescendo e os pais comentam: “Como é possível que este meu filho, que sempre teve tudo, me dá cada vez mais problemas?”.

Terminei o último artigo, comportamentos autolesivos na adolescência, afirmando que retomaria o tema, com o objetivo de dar sugestões de prevenção deste tipo de comportamentos. Uma vez que refletir sobre uma etapa de desenvolvimento implica quase obrigatoriamente pensar nas anteriores, fui “obrigada” a fazer esta longa introdução inicial, porque prevenir comportamentos de risco na adolescência implica que o trabalho comece logo nos primeiros anos de vida. Na adolescência há também aspetos muito importantes a ter em consideração, que passarei a referir.

Os adolescentes deixaram de ser crianças. Por este motivo, a relação e a comunicação devem ajustar-se a esta mudança. Quando o adulto não concorda com o adolescente, podem ocorrer situações de grande conflito e uma comunicação tensa. Como agressividade gera agressividade, é fundamental evitar que as discussões entrem em escalada. Remeter para mais tarde a continuação da conversa pode ser muito mais ajustado, pois a zanga diminuiu e os argumentos poderão estar mais claros e definidos. Os adultos devem sempre ouvir a opinião dos mais jovens, cedendo em questões secundárias, mas nunca em questões que se relacionem com a saúde e a segurança.

Conhecer os amigos dos filhos e ajudá-los a selecioná-los cuidadosamente é outro aspeto importante. O grupo de pares é determinante nesta faixa etária e por isso toda a atenção é pouca! Os pais devem promover uma relação de cumplicidade com os filhos adolescentes, mantendo-se atentos aos seus interesses e à sua vida e tentando manter uma ligação de proximidade que ultrapasse o período da noite, quando há o reencontro familiar. Esta ligação pode ser mantida através de telefonemas, e-mails, convites para almoçar ou para outros “programas”.

Termino com muito ainda por dizer, mas não posso alongar-me mais. Acrescento apenas e pegando na definição de medo com que iniciei: o medo de impor limite aos filhos, com medo de os perder, leva a que aumente exponencialmente o risco de isto vir a acontecer.
"Adriana Campos" in
Educare 

sábado, 29 de março de 2014

Países da União Europeia






(imagens retiradas da internet)


Texto Dramático


sexta-feira, 28 de março de 2014

Diz-me quem sou... e eu sê-lo-ei

As crenças dos jovens relativamente à sua capacidade para aprender, a sua motivação para a escola e para a aprendizagem e as suas expetativas no domínio académico podem ser influenciadas positiva ou negativamente pelos pais e pelos professores.

Quando as crianças têm expetativas positivas face à escola, a si próprias e à aprendizagem, poderão integrar-se melhor e aprender com mais facilidade. Tanto as escolas como as famílias têm grandes responsabilidades na promoção dessas expetativas.
No que à integração na escola diz respeito, se os estabelecimentos de ensino têm um papel central a desempenhar, criando um ambiente acolhedor, o papel dos pais não é menos importante.
"Na escola é que te vão ensinar a andar na linha!"
"A professora tem lá uma régua para quem se porta mal."
Frases como estas, ao invés de gerarem expetativas positivas, dão lugar ao medo.
Expetativas negativas face à aprendizagem e crenças negativas relativamente à capacidade pessoal podem ser desenvolvidas através de frases também muito comuns. Por parte dos pais ou de outros familiares, ouvem-se com frequência afirmações idênticas às seguintes:
"Matemática? Eu nunca dei nada e tu sais a mim, de certezinha."
"Trata de te portar em condições na escola. Já bem basta não seres esperto para aprender."
Os professores também deixam escapar alguns comentários menos felizes, sem sequer disso se aperceberem. Alunos que, fruto de esforço pessoal, obtêm resultados melhores num trabalho ou num teste são "recompensados", com alguma frequência, com observações como estas:
"Fizeste este trabalho sozinho ou alguém te ajudou?"
"Copiaste no teste?"
À força de tanto ouvir coisas destas, as crianças acabam por acreditar nelas e a profecia realiza-se. Convencem-se da sua falta de capacidades e é meio caminho andado para notas más a Matemática ou a outras disciplinas.
As crenças dos jovens relativamente à sua capacidade para aprender, a sua motivação para a escola e para a aprendizagem e as suas expetativas no domínio académico podem ser influenciadas positiva ou negativamente pelos pais e pelos professores. Se eles tiverem consciência disso, poderão ajudar muito os seus educandos, contribuindo para que eles acreditem em si próprios e se sintam capazes de aprender e com vontade de o fazer.
Armanda Zenhas in Educare 

domingo, 23 de março de 2014

Cadeia Alimentar Simples


   No exemplo acima podemos observar que o produtor é um organismo autótrofo, o consumidor primário é um organismo que se alimenta somente de vegetais, que neste exemplo é a borboleta e o consumidor secundário é o sapo que se alimenta da borboleta.


        Na imagem acima temos o exemplo de outra cadeia alimentar, na qual o produtor é a cenoura, o consumidor primário é o coelho que se alimenta da cenoura e o consumidor terciário é o lobo, que se alimenta do coelho.

domingo, 16 de março de 2014

Se pensares bem...é fácil!


sábado, 15 de março de 2014

Como incentivar o seu filho a estudar

Acompanhe de perto o percurso escolar dos seus filhos.
Sem "exagerar", comunique regularmente com o professor, não apenas para falar do rendimento escolar, mas também da sua integração e motivação, entre outros temas.
Não se esqueça que a tarefa de formar uma criança é uma tarefa repartida entre a família, a escola e os outros elementos que com ela interagem.

No processo de aprendizagem o sujeito é o aluno. Por isso, não basta que os professores expliquem e exijam, é preciso que os alunos realizem o trabalho correspondente de aprender.

Neste "trabalho", estudar é uma acção necessária para a educação intelectual que inclui:
- aprender a pensar;
- adquirir a capacidade de discernimento para ser um adulto que saiba, conscientemente, fazer as suas escolhas;
- obter a cultura que, se é autêntica, é uma forma de viver, entre outros.

Um dos objectivos fundamentais da acção de estudar é conseguir a educação para o trabalho, que as crianças e jovens reconheçam o papel do trabalho nas suas (e nossas) vidas.
É, portanto, necessário saber motivar os seus filhos para o estudo e conseguir que eles queiram e saibam fazê-lo.
Como? Os factores primordiais são um bom ambiente de trabalho e a harmonia familiar.

Quando na família se respira um clima de trabalho equilibrado, quando os pais tornam os filhos participantes das suas aspirações profissionais, na medida em que as podem entender, quando o trabalho ocupa um lugar objectivo e é aceite numa atitude de serviço, então, o ambiente familiar é uma motivação muito grande para os estudos.

Não reduza a educação ao êxito escolar como primeiro passo do futuro êxito social. O mais importante não é, exclusivamente, ter excelentes notas. Há que - mais uma vez, racionalmente, sem excessos - ter em conta os motivos, as convicções e as preferências de cada criança/jovem.

Para que o estudo seja um trabalho educativo devem colocar-se em jogo as faculdades pessoais, ou seja:
- estudar deve ser uma acção feita de livre vontade;
- o estudante deverá assumir a responsabilidade da própria tarefa.

É importante indicar aos seus filhos os objectivos (a curto, médio e, por vezes, a longo prazo) do seu trabalho, sem reduzir as tarefas escolares ao cumprimento de uma obrigação, à qual não é possível escapar enquanto não chegam as férias.

Portanto, recomenda-se que os pais, do ponto de vista educativo, quanto ao estudo dos seus filhos, dêem prioridade ao trabalho e ao esforço que estes desenvolvem e, só depois, às notas ou classificações escolares.
Uma boa medida a tomar será seguir quotidianamente, de maneira prudente mas real, os estudos dos seus filhos, ajudando-os discretamente a manter a exigência de um plano diário de estudos.

Tente evitar as reacções despropositadas perante as notas. O esforço que os seus filhos despendem é, frequentemente, mais importante que os resultados alcançados.
Dependendo do contexto, uma nota média conseguida com esforço e empenho merece uma recompensa normalmente reservada a uma nota elevada.

As classificações escolares devem servir para reflectir e dialogar com os seus filhos, procurando soluções que melhorem a sua capacidade de trabalho e de aprendizagem.

Para ajudar os seus filhos nos estudos, é importante que em casa sejam asseguradas condições favoráveis para que estes possam trabalhar todos os dias.

Eis algumas sugestões:
- um lugar tranquilo para estudar;
- um ambiente familiar que ajude a estudar;
- um horário de estudo respeitado por todos, sem interrupções;
- uma hora de estudo não muito tardia;
- no mínimo, oito horas de sono;
- um regime alimentar saudável, equilibrado;
- controlo sobre a televisão e navegação na internet, entre outros.

O mais importante, é que o seu filho aprenda a gostar de estudar e se sinta valorizado pela sua prática.


Fonte: Educom - Associação Portuguesa de Telemática Educativa (adaptado) 


  

domingo, 9 de março de 2014

Aquarela - Toquinho


Bom Domingo!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Brincadeiras entre amigos


Matias, espera por miiiiiim...

Apreciando a beleza da paisagem


Eu e o meu amigo Pumba
Somos amigos à maneira,
Mas quando me tira a bola,
Acaba-se a brincadeira. 

sábado, 1 de março de 2014

Carnaval 2014!!!


Oh Carnaval, Carnaval,
Oh Carnaval brincalhão,
Fui brincar ao Carnaval
E dei um grande trambolhão.

"rima e foi mesmo verdade...ui, ui..."

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Trate bem os Animais!!!


Eles dão-nos tanto em troca de tão pouco.
Nunca os abandone!!!



sábado, 22 de fevereiro de 2014

Simetrias de Rotação e de Reflexão Deslizante


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Maior Flor do Mundo - José Saramago


Problemas com Subtrações


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Os Planetas do Sistema Solar


Continentes e Oceanos



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Movimento de Rotação e de Translação da Terra


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Frações Equivalentes


O Alfabeto em português


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Arredondar números até aos Milhares


Arredondar números até às dezenas


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Diagrama de Caule e Folhas




"Os bons pais fazem uma asneira de 8 em 8 horas"


Queremos Melhores Pais!’, somos assim tão maus... é um mote para uma manif de filhos?
Foi uma provocação (risos). Incomoda-me que os pais se desperdicem tanto. Os pais têm a seu favor variadíssimas coisas: têm um imenso bom senso, regra geral, e têm um sexto sentido, absolutamente notável. Repare, há 40 diferentes tipos de choro, e uma mãe não precisa de aulas de compensação para discernir por que é que o bebé está a chorar. Este sexto sentido é o equipamento base da natureza humana. Além disso, os pais tiveram uma infância. E por mais que a infância dos pais não tenha sido cor-de-rosa, deu-lhes um conjunto de competências. Diz-se muitas vezes que os pais não têm tempo, são maus pais. A ideia deste título provocatório é dar-lhes um safanão e dizer-lhes ‘vejam bem o que são capazes! Percam de vez o medo de errar, porque os bons pais para serem bons pais precisam de fazer uma asneira de 8 em 8 horas’, enquanto não chegarem lá não devem perder a esperança. (risos)
Mas os pais não têm medo de traumatizar os filhos com os seus erros?
Pois têm, mas sabe, a psicanálise trouxe para a opinião pública a noção de traumatismo mas não podemos perder de vista que estávamos a falar nas crianças dos finais do século XIX, crianças exploradas durante a Revolução Industrial, com famílias descuidadas, que viviam todas num quarto, com falta de privacidade aos mais diversos níveis. Eram crianças muitas vezes iniciadas sexualmente de forma absurda, precoce, e muitas vezes por alguém da família, por isso quando se falou de traumatismo a questão punha-se neste contexto.
O que os pais têm de perceber é que não é possível crescer sem dor. Receio que muitos pais tenham crescido de tal forma num mundo de autoritarismo, que de repente dizer ‘não’ a uma criança é quase sinónimo de traumatismo. E é precisamente ao contrário. Às vezes, a função de um técnico de saúde mental é dar uns safanões aos pais e dizer ‘deixem-se de tolices, magoem um bocadinho se tiver de ser’. Se magoarmos as crianças dizendo ‘não’, são dores que nos empurram para a frente. Muitos pais querem tanto proteger os filhos das dores, que fazem pior.
Confundimos mimo com sobreproteção?
Sim, o mimo faz muito bem à saúde e ninguém se estraga com mimo, muito pelo contrário. Já perdi a conta às pessoas que por falta de mimo se estragam pela vida fora, o mimo faz melhor que a vitamina do crescimento. Mas mimar não é dar a comida na boca dos filhos quando têm 6 anos, não é adormecer os filhos todas as noites na cama dos pais, não é levar a mochila até à porta da escola como se fossem mordomos... e não é dizer ‘sim’ a tudo.
Fala muitas vezes de jardins de infância tendencialmente gratuitos, de necessidade de bons recreios... Entre o país que desejava ter e o país real vai uma grande diferença?
Enorme. É verdade que somos a melhor civilização que existiu para as crianças, damos-lhes os cuidados e a atenção que seguramente os nossos pais, por melhores que tenham sido, não nos deram, e tenho até medo que em algumas circunstâncias sejamos um bocadinho exagerados nos cuidados que temos com elas, como se de repente, em vez dos pais serem a Entidade Reguladora das Crianças, elas parecessem a Entidade Reguladora dos Pais. Mas, ainda assim, acho que falta muito para nós sermos um país amigo das crianças. Há estudos que dizem que um filho pode custar, a um casal de classe média, até 75 euros por dia, tendo em consideração tudo: educação, vestuário, saúde, atividades extracurriculares... Por isso gostava que os governantes e políticos explicassem aos cidadãos como é possível um casal ter vários filhos até aos 6 anos, sendo os jardins de infância em Portugal mais caros que as universidades privadas. Nunca houve uma perspetiva séria de darmos às crianças a devida importância que elas têm. Só começaram a ser importantes quando começaram a ser vistas como conta poupança reforma, quando se fez contas ao sistema que sustenta a segurança social e se viu que, sem elas, entrava em rotura.
E também não somos um país amigo dos pais!
Não, de todo. Preocupa-me, por exemplo, que não haja um código de direito do trabalho que preveja que as consultas de obstetrícia devam ser tendencialmente obrigatórias para todos os homens que estão a ser pais. Muitas entidades patronais funcionam ainda segundo regras muito próximas da Revolução Industrial. Ainda não perceberam o óbvio, que não é preciso trabalhar muito para se produzir mais, e não fazem aquilo que muitas multinacionais fazem, que é perguntar aos seus novos empregados se têm vida própria, vida familiar, valorizando esses aspetos, porque percebem que essas pessoas que se dividem por mais desafios são pessoas mais competentes. Ou seja, a relação com o trabalho é importante mas a relação amorosa ou com os filhos é muito mais importante e, entretanto, as transformações sociais que são feitas são contra as pessoas...
A necessidade de brincadeira é outro dos seus cavalos de batalha...
A brincadeira das crianças é um património da Humanidade. Brincar devia ser uma atividade obrigatória para todas as crianças, todos os dias. Muitas crianças neste país têm uma agenda laboral que vai para além do razoável. Faz agora anos que eu lancei com uns amigos o Sindicato das Crianças, uma forma caricatural de chamar a atenção para a importância de lutar pela semana de 40 horas para as crianças. Há crianças que passam 55h por semana na escola, desde que abre até fechar, sem contar com atividades extracurriculares e os trabalhos de casa. 
O ranking das escolas foi publicado recentemente, qual é a sua opinião?
Sou contra, e até para tentar ser provocatório costumo dizer se querem rankings então levem isso às últimas consequências. Devia haver nas escolas, logo à entrada de preferência, o ranking dos alunos faladores, por exemplo (risos). Porque falar é um bem precioso. E já agora peguem naquelas crianças a quem morreu o pai, ou que tiveram um transplante ou passaram pelo divórcio dos pais e ponham-nas no quadro de honra, porque elas merecem. Passaram por grandes dificuldades mas no ano seguinte comeram a relva e fizeram um esforço terrível para ter um nível 3 ou nível 4.
Mas vamos lá ver, eu não tenho nada contra as crianças terem boas notas, isso é muito bom, mas também ter boas notas como filho, porque já vi muitas crianças que têm boas notas mas depois são de uma arrogância com os pais... as pessoas estão a dar importância única e exclusivamente às notas das disciplinas e esquecem-se de tudo o resto.
E estamos a pôr todos os alunos no mesmo saco, os privilegiados e os que nada têm, não será injusto?
Comparar escolas públicas com privadas é batota, comparar escolas de meninos com pedigree com escolas do interior onde não há aquecimento nas salas, em que os professores pagam o material escolar, isto é uma maneira de andarmos a mentir uns aos outros. Atualmente, se uma criança tirar uma negativa é um pecado, então errar também não é aprender? Há tantas condicionantes no dia a dia, um mau professor, a vida familiar que é de tal modo um inferno que não há cabeça para aprender as coisas na escola...
Vemos os nossos filhos como um reflexo do nosso sucesso... ou falhanço?
Mas isso é mau, eu costumo dizer que nós começamos a ser pais ali por volta do terceiro filho, o primeiro é sempre uma criança em perigo, porque se mistura a nossa história de vida, porque se mistura os pais que nós tivemos, muitas das coisas que não gostámos dos nossos pais, misturamos os nossos sonhos no sentido de construir um filho tão perfeito que às vezes são mais os nossos enredos do que a singularidade do nosso filho. No primeiro filho somos todos muito frágeis, ingénuos, e suscetíveis a fazer erros... e precisamos de os fazer para conseguirmos ser pais. Por isso é que os avós fazem um figurão, já fizeram tantas asneiras que agora brilham facilmente. Tudo fica mais fácil quando os pais erram e percebem que podem fazê-lo. Porque quando os pais erram de uma forma quase tímida e querem ser tão perfeitos para os proteger e dar-lhes o sucesso que eles próprios não tiveram, estão, sem se darem conta, a transformá-los num troféu... muito mais do que criar as condições para que as crianças tenham uma vida de acordo com os sonhos delas próprias.
E por isso há tantos pais a ‘estudar’ com os filhos, a fazer os TPC com eles?
Para já sou contra os TPC, eles já estão muito tempo na escola e não vão aprender em casa o que não aprenderam na escola. Se o TPC for ir ao supermercado aprender a fazer trocos, tudo bem, se for 20-30 minutos tudo bem, mais do que isso nunca... E sempre com autonomia, sozinhos, de outra forma estamos a dar a mensagem errada.
A crise económica não nos tornou piores pais? Discutimos mais, perdemos as estribeiras mais facilmente, andamos preocupados stressados...
Sim, claro sim, mas, eu peço desculpa pelo que vou dizer, é quase humor negro, mas acho que há um lado bom na crise, porque vai tirar megalomania onde ela antes existia, a euforia era tão grande, tudo parecia ter um preço. A crise vai criar sofrimento nas famílias, é certo, mas vai ajudar-nos a perceber se temos ou não temos família e a impor a verdade nas relações. E pode trazer a noção às crianças de que viver não é fácil, e não é no sentido trágico do termo, é aprender a resolver problemas.
Qual é o melhor presente de natal que se pode dar a uma criança?
O pai ou a mãe adivinharem os seus sonhos sem que elas precisem de escrever ao pai natal. Aqui entre nós, vale para as crianças como para os pais. As crianças escrevem ao pai natal porque é uma forma de dizer aos pais ‘orientem-se’, e os pais gostam de ver o brilhozinho nos olhos porque gostam de dar os presentes que eles gostariam de ter quando eram pequenos. Mas os crescidos não escrevem ao pai natal mas estão sempre a espera que os outros adivinhem aquilo que querem ter ou sonham.
O que ainda o surpreende?
A maneira comovente como os filhos e os pais estão à espera de se surpreenderem uns aos outros. Pais, que são crianças crescidas, e que às vezes parecem ter uma parede de vidro a impedir os seus bons gestos de pais. Isto é absolutamente comovente, por mais kms que eu tenha disto, continua a surpreender-me todos os dias.

"Eduardo Sá" in Activa