Tal como se passa com os
adultos na sua vida profissional, os nossos miúdos estão mais tempo na escola
que os alunos da maioria dos países europeus. Estamos no tempo da "escola
a tempo inteiro".
No entanto, ainda há quem
insista que os miúdos trabalham pouco, não devem brincar.
O tempo passado na escola é
apenas uma variável entre muitas que influenciam a qualidade do trabalho. Assim
sendo, mais tempo na escola não significa melhores resultados escolares.
Por isso, a mais séria reserva
com a ideia de uma "escola a tempo inteiro" que deveria
transformar-se num objectivo de educação a tempo inteiro na qual o trabalho no
tempo "escolar" fosse potenciado com os recursos necessários,
com currículos e apoios adequados, com autonomia escolar a sério, etc.
Não seria preciso mais tempo
global se tivéssemos melhor tempo e melhor distribuído, no ensino da Língua
Portuguesa, por exemplo, a mãe de todas aprendizagens.

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