quinta-feira, 27 de outubro de 2016
A girafa que comia estrelas
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domingo, 28 de fevereiro de 2016
Memórias
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Bom domingo!
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Os Miúdos a Quem Dói a Alma
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Escola a mais, pais a menos
Três meses volvidos sobre o início de funções do Governo, temos, na Educação, um Orçamento de Estado pior que o último de Passos Coelho e umas Grandes Opções do Plano para 2016-2019 (Proposta de Lei n.º 11/XIII) que não são melhores. Se não é claro quem manda no ministério da Educação, é já claro quem não manda, apesar de algumas tiradas fanfarrãs e pouco respeito por quem pensa diferente. Decididamente, António Costa menosprezou a Educação e resolveu-a protegendo a impreparação do ministro com a sombra tutelar de Maria de Lurdes Rodrigues. Cruzando o orçamento com as opções, resultam projectadas para a legislatura (se o Governo a concluir) medidas sem dinheiro para as pagar e persistência em bandeiras erradas do PS de outros tempos. Um bom exemplo é o alargamento da “Escola a Tempo Inteiro” (permanência na escola das 08.30 às 19.30) a todos os alunos do ensino básico, que já estava no programa do Governo e é reafirmado nas Grandes Opções do Plano (pág. 110).
A falta de tempo para os pais se dedicarem ao crescimento dos filhos é um problema social real e grave. Mas encontrar pais de substituição (professores e outros técnicos) e lar alternativo (escola) é acrescentar ao primeiro um segundo problema. A este propósito, o défice de conhecimento do Governo é preocupante quando lamenta (pág. 20 das opções) que a taxa de “escolarização efectiva (sic) antes dos três anos” seja apenas de 45,9%. E quando se regozija, a seguir, por essa taxa ficar “claramente acima dos 27,7 % da Finlândia”. Isto é, o PS ainda não percebeu que, no caso vertente, taxa baixa é melhor que taxa alta. E não percebeu porque insiste no desígnio, pedagógica e socialmente aberrante, de nacionalizar as crianças e facilitar a escravização dos pais. Perceberá o PS que, na sociedade que defende, cada vez mais as crianças não são crianças? Que não têm tempo para brincar livremente, a actividade mais séria do seu crescimento? Que mais escola não significa melhor educação? Que a falta de presença e disponibilidade dos pais impede a consolidação dos laços afectivos profundos, que caracterizam a relação pais/filhos? Que essa ausência dificulta o desenvolvimento da personalidade das crianças, o qual requer figuras claras de referência? Que só cresce a necessidade de mais berçários porque aumenta o peso do trabalho desregulado e mal pago? Que a prevalência dos interesses profissionais sobre o direito ao bem-estar mental das crianças tem reflexos nefastos no futuro de todos nós?
Só há uma maneira de encarar isto e a alarmante baixa taxa de natalidade, geradora de um saldo demográfico persistentemente negativo, qual seja a de proteger verdadeiramente as crianças e a maternidade, admitindo novas formas de organização do trabalho e reduzindo a carga horária de um dos progenitores, pelo menos, até que os filhos concluam o ensino básico. Como fazem os países mais avançados, que há muito concluíram, à luz da abundante produção científica sobre psicologia do desenvolvimento, que resulta inaceitável guardar crianças na escola em jornadas contínuas de 10 a 12 horas, como já hoje se verifica em muitos casos.
É tempo de trazermos a debate modelos alternativos de organização do trabalho e de fixação dos seus horários. Não são só os escolhos postos à maternidade que o justifica. São, também, os problemas suscitados pelo desemprego persistente, pela natureza cada vez mais precária do emprego, pelo crescimento do peso das mulheres no preenchimento do trabalho disponível e pelo aumento constante do tempo de vida, sem reflexo satisfatório na percepção da utilidade social dos mais idosos, que não podem, não devem nem aceitam ser reduzidos a simples fardos da sociedade. É, também, ainda, a necessidade de encarar e resolver um paradoxo inaceitável: se a crise atirou uns para a inactividade, obrigou outros, muitos, a dupla actividade, paga a preço singelo.
Não fora isto determinante e, mesmo com técnicos qualificados em trabalho não curricular e recursos que não existem (se a iniciativa custou em 2006, só para o 1º ciclo do básico, cerca de 100 milhões de euros, em quanto importaria hoje para um universo de quase 900.000 alunos?), a tipologia dominante na organização dos espaços das escolas, que é a sala de aula, inviabilizaria a generalização proposta. Faltam ginásios, recintos desportivos de ar livre e espaços para actividades expressivas (teatro, música, artes plásticas, etc.), pelo que não nos iludamos: a persistir no erro, duplicaremos apenas, sem sucesso, actividades rígidas, de cariz escolar. E porque os níveis de desenvolvimento são diferentes, reter em reclusão tão prolongada adolescentes do 9º ano pode provocar episódios reactivos que não se verificam com crianças do 1º ciclo.
Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Tabela de dupla entrada na adição
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domingo, 21 de fevereiro de 2016
Lengalenga / Casamento
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Como Ensinar Matemática com peças de Lego
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Os ditongos a cantar - As canções da Maria - Maria de Vasconcelos
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Quanto vale um Professor?
Eis uma pergunta com múltiplas respostas.
Perguntem a pais cujos filhos estão/estiveram sem professor(es) semanas a fio. Valerão muito, certamente (pelo menos nessas semanas). Sentem a matéria a ficar para trás e que os filhos vão ficar prejudicados nas aprendizagens correspondentes aos programas. E sabem, também, que esse atraso poderá ter repercussões nos anos vindouros, principalmente em disciplinas em que os conhecimentos se articulam e os seguintes carecem da aquisição dos anteriores (exs.: matemática ou línguas estrangeiras). Vão também ficar em desigualdade nos exames.
Perguntem aos estudantes. As respostas podem variar de acordo com os docentes e as disciplinas que lecionam, mas estou em crer que darão respostas favoráveis sobre o valor dos seus professores.
Perguntem aos governantes, não apenas aos atuais, mas também aos que os antecederam. Ou será mesmo preciso perguntar para obter resposta? Basta ouvir os seus discursos, ler/ouvir as suas declarações nos meios de comunicação social ou atentar nas medidas que têm vindo a tomar. Os professores surgem como preguiçosos com muitas férias e poucas horas de trabalho; incompetentes que não querem prestar provas dos seus conhecimentos e aptidões em exames (apesar – acrescento meu, não desses governantes - da sua formação profissional feita em instituições e cursos avalizados pelos sucessivos Ministérios da Educação); incompetentes e corporativos, que não querem ser avaliados.
Insistam em perguntar aos pais. Ouvirão múltiplas respostas, muitas vezes vindas da mesma pessoa. “Sim, é certo que têm muito valor. Basta ver a falta que estão a fazer/fizeram. Basta ver como se dedicaram na ajuda ao meu filho no ano passado. Mas… trabalham tão poucas horas! Mas… têm tantas férias…”
Todos os dias abrimos os jornais e lemos as histórias dramáticas de professores (poucos, tem dito o MEC) que vivem/viveram recentemente na incerteza não apenas de terem trabalho ou do local onde ele seria, mas também de como poderiam organizar a sua vida familiar, incluindo a educação e a escolaridade dos seus filhos. Sim! Os professores também têm filhos, que também têm direito a família e a educação estável em escola pública. Todos os dias vimos como esses professores, à medida que iam sendo colocados e, de casa às costas e reorganizando a sua vida, não deixavam de se preocupar com a recuperação do atraso dos alunos.
O que os pais, os alunos e a sociedade não veem é outra enorme fonte de desgaste dos professores: o trabalho invisível que fazem.
Muito desse trabalho é importante e indispensável: análise do perfil e dos problemas das suas turmas e/ou de alunos específicos e definição de estratégias (individualmente ou com os outros professores da turma, de modo informal ou em reuniões), tarefa que requer, muitas vezes, pesquisa e estudo, articulação com os vários serviços e recursos da escola e até contacto com instituições exteriores a ela; preparação de aulas, preparação e correção de testes e outros instrumentos de avaliação.
É também invisível o trabalho feito nas pretensas férias: reuniões de avaliação, vigilância e correção de exames, matrículas e muitas outras tarefas.
Muito desse trabalho, contudo, é revoltante pelo que de improdutivo tem; é a burocracia que grassa nas escolas: os documentos enormes, exaustivos e repetidos, em que a informação se multiplica sob formatos variados. Vivemos uma época de prestação de contas em que o sufoco com a justificação das atividades, a prova da sua concretização e a avaliação da sua qualidade asfixiam a energia e o tempo para desenvolver as próprias atividades, sejam elas aulas, visitas de estudo ou outras. Como pode um professor não se sentir revoltado, amargurado, desgastado e frustrado por ter de ocupar mais tempo a justificar o trabalho que interessa que faça, do que a fazer esse trabalho, ou seja, a ser realmente professor? E como pode não se sentir amargurado por o seu valor social estar tão degradado pela imagem que dos professores vai passando a tutela?
Quanto vale um professor? Deixo essa resposta à consciência de cada um, como, igualmente à consciência de cada um, deixo a forma como recolherá dados para responder de modo informado e esclarecido.
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Estratégia de Cálculo na Adição
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,
Para aumentar com isso a minha personalidade.
Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.
A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.
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sábado, 13 de fevereiro de 2016
Soluções rápidas
Seria estranho que, num mundo em que tudo tem de ser para ontem, não se vivesse à procura de soluções rápidas. Espreitemos o que se passa nas escolas…. As crianças não aprendem ao ritmo esperado, não param quietas, não se concentram, não respeitam os adultos: qual a solução atual? Ir ao médico. O número de crianças com as “doenças” acima referidas parece ter aumentado exponencialmente e a ida ao médico parece ser cada vez mais a solução encontrada.
"Se tempo é dinheiro,
Eu vou gastá-lo contigo,
Até porque tempo é tudo o que tenho p´ra te dar
E eu acho que o mundo inteiro, concorda comigo (…)”
A letra desta música dos Agir constituiu um corte com a realidade atual, sobretudo em famílias em cujo ciclo de vida estão integradas crianças em idade escolar. O que menos temos é tempo para dar. A correria começa com o toque do despertador, pois é preciso ir trabalhar e na escola as crianças deixar. A chegada a casa após um dia de trabalho também não implica paragem, salvo em véspera de fim de semana, porque a ditadura do relógio não termina e a hora de dormir chega de uma forma assustadoramente rápida.
Seria estranho que, num mundo em que tudo tem de ser para ontem, não se vivesse à procura de soluções rápidas. Espreitemos o que se passa nas escolas…. As crianças não aprendem ao ritmo esperado, não param quietas, não se concentram, não respeitam os adultos: qual a solução atual? Ir ao médico. O número de crianças com as “doenças” acima referidas parece ter aumentado exponencialmente e a ida ao médico parece ser cada vez mais a solução encontrada. Uma vez que ninguém consegue resolver rapidamente os problemas referidos, o melhor é ir rapidamente ao local onde os químicos, habitualmente o Rubifen, a Ritalina ou o Concerta, poderão ajudar, ajudar e rápido.
Para muitos adultos, o problema das crianças só pode estar no cérebro ou em alguma disfunção bioquímica. Colocar hipóteses alternativas - como metas desajustadas, falta de estudo, escassez de regras, privação de sono e carência de tempo para amadurecer -, frequentemente não ocorre. Vivemos num tempo em que não há tempo para procurar os motivos, pois o mais importante é encontrar rapidamente soluções e, claro, soluções que não obriguem a repensar as rotinas já instaladas. A solução “médico” foi precedida da solução “psicólogo”, mas esta última parece ter caído um pouco em descrédito, porque não é compatível com a pressa atual e, por vezes, coloca desafios de mudança, sobretudo ao nível do micro (por exemplo, família, escola, relação entre colegas e amigos) e do mesossistema (por exemplo, relação família – escola, família – grupo de amigos), o que torna a mudança mais complexa e não tão imediata. De qualquer forma, continuam a chegar à escola relatórios de psicólogos, que relatam os resultados a que chegaram mediante a aplicação de um ou vários testes estandardizados. Percebe-se, pelo conteúdo dos mesmos, que houve pouco tempo para conhecer a criança e que a aplicação de testes vem de encontro ao pedido dos pais, que sentem desesperadamente necessidade de levar algo para a escola que mostre que são preocupados e que o problema da sua criança está em algum défice que ela apresenta e relativamente ao qual não têm responsabilidade direta.
Curiosamente, quer os relatórios médicos quer os psicológicos apresentam habitualmente como solução para os problemas, medidas de âmbito pedagógico e sugerem frequentemente a integração no “milagroso” Decreto n.º 3/2008, de 7 de janeiro. Ou seja, os profissionais de saúde remetem para a escola o que claramente é de âmbito escolar e não médico, embora muitas vezes sugiram um “remédio” também “milagroso”, a rotulagem da criança como tendo “necessidades educativas especiais”. Note-se que, muitas vezes, são os professores que aconselham os pais a recorrerem aos médicos, porque também eles são alvos de muita pressão para que as crianças aprendam e aprendam rápido. O relatório, ao atestar um qualquer défice, vem assim demonstrar que o problema não está nos adultos, mas sim na criança e no tal défice que apresenta, tendo, por isso, de ser alvo da prescrição médica, normalmente de psicoestimulantes, a que já fiz referência atrás.
Apesar de algumas crianças serem, sem dúvida, por vezes, verdadeiramente insuportáveis, elas são o elo mais fraco e os adultos procuram diminuir as suas angústias deixando-se manipular por soluções imediatas e por uma indústria farmacológica poderosa. Sabia os psicoestimulantes já esgotaram nas farmácias portuguesas?
Publicada por Unknown à(s) sábado, fevereiro 13, 2016 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
Bom fim de semana
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Estratégias de Cálculo na Divisão
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
O Alfredinho
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Bom Carnaval
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Zeca Afonso - Canção de Embalar
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sábado, 6 de fevereiro de 2016
The Sound of Silence
Publicada por Unknown à(s) sábado, fevereiro 06, 2016 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
É Carnaval, e estão as ruas cheias
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