De acordo com vários autores, a ocorrência da gaguez dá-se a partir das dificuldades de articulação normais comuns a todas as crianças por volta dos três anos de idade.
A maior parte das crianças atravessa esta fase sem problemas. Mas em algumas esta dificuldade normal pode transformar-se em gaguez.
Não há uma causa específica e nenhuma gaguez é absolutamente igual à outra.
Muitos dos sintomas manifestam-se em função do esforço excessivo do gago em evitar gaguejar. Essa repressão resulta numa fala repleta de falhas de ritmo, pausas silenciosas, frases incompletas, esforço físico, alteração na sincronização entre a respiração e a produção da fala.
Algumas sugestões para pais e professores:
Não "cole" ao seu filho o rótulo de gago.
Aceite as falhas ou quebras de ritmo no discurso da criança; elas fazem parte do processo de aquisição da linguagem.
Não diga à criança para não ter medo de falar, para ficar calma ou para respirar antes de falar.
Quando a criança falar olhe directamente para o seu rosto. Toda a sua atenção deve estar focada nela.
Crie e mantenha rotinas - horários para comer, para dormir, para ir para a escola, etc. Por vezes, a alteração de rotinas pode aumentar o estado de ansiedade liagada à gaguez.
Evite discutir na frente da criança. Mas não esconda dela factos importantes que possam mudar a rotina.
Ouça com atenção e paciência o que o(a) seu(ua) filho(a) tem para dizer.
Não seja impaciente. Sobretudo não traduza essa impaciência terminando as frases que a criança iniciou.
Leia histórias à criança antes de esta adormecer.
Promova situações em que a criança tenha que contar acontecimentos ou relatar histórias do seu dia.
Melhore a auto-estima da criança, elogiando-a sempre que tal se proporcione.
Transforme os momentos em que fala com o seu filho em momentos agradáveis.
Esteja consciente de que a família pode influir muito na prevenção e correcção da gaguez.
No entanto, nas situações mais "graves" é conveniente procurar sempre um terapeuta.
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